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Alemanha

Maioria dos alemães vê islã como ameaça, diz pesquisa

Segundo estudo, 57% se sentem ameaçados e mais de 60% afirmam que islamismo não se encaixa no Ocidente. Cerca de 40% declaram se sentir "estrangeiros em seu próprio país" devido à presença de muçulmanos.

O islã é considerado uma ameaça por 57% dos alemães, segundo uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (08/01). Para 61% dos entrevistados, o islamismo não se encaixa no mundo ocidental.

A pesquisa foi realizada pela Fundação Bertelsmann em novembro do ano passado, ou seja, antes do ataque ao jornal satírico parisiense Charlie Hebdo, na última quarta-feira, e do recente avanço do movimento Pegida (sigla para "Europeus patriotas contra a islamização do Ocidente") na Alemanha.

Houve um aumento da percepção negativa entre a população não muçulmana sobre o islã desde a última pesquisa, realizada em 2012, quando 52% haviam dito não aprovar a religião no Ocidente e 53% se sentiam ameaçados por ela.

Na pesquisa atual, 40% declararam se sentir "estrangeiros em seu próprio país" por causa da presença de muçulmanos. Um quarto dos entrevistados disse que os muçulmanos deveriam ser impedidos de migrar para a Alemanha.

Cerca de 4 milhões de muçulmanos vivem no país, e aproximadamente três quartos deles são de origem turca. "Para os muçulmanos, a Alemanha se tornou um lar. Mas eles são associados a uma imagem negativa – aparentemente reflexo de uma minoria de radicais islâmicos", afirma Yasemin el-Menouar, especialista em islã da Fundação Bertelsmann.

Segundo os autores da pesquisa, sentimentos anti-islã foram verificados entre pessoas de diferentes classes sociais e níveis de formação, mas os jovens e aqueles que têm contato pessoal com muçulmanos se mostraram menos preconceituosos.

A imagem do islã é mais negativa em lugares onde vivem poucos muçulmanos. Nos estados da Saxônia e da Turíngia, onde a população muçulmana é pequena, 70% dos entrevistados veem o islã como ameaça. Já na Renânia do Norte-Vestfália, que abriga um terço da população muçulmana do país, apenas 46% disseram se sentir ameaçados.

LPF/afp/epd

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