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Economia

Maiores prêmios para compensar perdas

As seguradoras pretendem aumentar os prêmios para compensar os altos prejuízos do ano passado com enchentes e tempestades. Desponta também a primeira falência na história das seguradoras alemãs.

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Mannheimer, a primeira falência da história dos seguros na Alemanha

"As enchentes e tempestades em 2002 nos afetaram gravemente. As companhias alemãs de seguro de danos e acidentes tiveram um prejuízo de 2,5 bilhões no ano passado. Somente as inundações de verão pesaram no balanço com 1,8 bilhão de euros", informa Edmund Schwake, da Confederação Alemã de Seguradoras (GDV).

A expectativa agora é que os danos voltem a um nível normal e que persista a tendência de diminuírem os sinistros nos seguros de automóveis. A federação lançou a idéia de um seguro obrigatório contra catástrofes naturais, com cobertura de prejuízos como os que resultaram da enchente do século no Rio Elba e afluentes, no ano passado. Para essa nova oferta, o Estado poderia atuar como resseguradora, sugeriu a federação.

Seguro contra terrorismo avança devagar

Esse princípio - do Estado como resseguradora - já existe no caso de Extremus, um seguro contra terrorismo, que as grandes companhias criaram depois do 11 de setembro. Isso se fez em parte por insistência do Estado, em parte porque as conseqüências e implicações dos atentados terroristas nos EUA extrapolaram tudo o que o setor conhecia em termos de projeção de cenários catastróficos.

Extremus, contudo, ainda não deslanchou como o setor gostaria e ainda está longe de alcançar o patamar ambicionado de 300 milhões de euros de prêmios. Já foram concluídos cerca de mil contratos, o que se considera pouco. Acontece que o seguro contra ataques terroristas cobre apenas danos a instalações e prejuízos com paralisação da produção na Alemanha e a partir de 25 milhões de euros.

Uma proteção do gênero interessa principalmente às grandes indústrias, que não teriam cobertura para as suas fábricas espalhadas pelo mundo. Mesmo assim, os 15 maiores clientes do Extremus - responsáveis por quase 70% dos prêmios - são empresas cotadas no DAX, o índice da Bolsa de Frankfurt, calculado à base das 30 principais ações.

Passando a conta para o segurado

A indústria, aliás, foi a grande afetada pelos prejuízos das seguradoras, pois teve que bancar um aumento de 12,3% dos prêmios em 2002, admitiu o próprio representante da federação. E, este ano, terá que engolir mais 13%. A GDV faz a ressalva de que os prêmios, antes dos fatídicos 2001 e 2002, eram muito baixos.

Mas estão previstos aumentos em toda a frente de seguros. Os donos de carros terão que pagar 2% a mais. Schwake justificou o aumento dizendo que "devido à forte concorrência nos últimos anos, os prêmios estão no patamar de 1994". Os seguros jurídicos - que cobrem custos com advogados - também ficarão mais caros, pois as companhias desembolsaram altas somas ultimamente. A situação no mercado de trabalho motivou uma onda de processos movidos por pessoas que foram despedidas.

Fraudes e falências

Edmund Schwake avaliou em 4 bilhões de euros os danos que fraudes e casos de estelionato causam às seguradoras por ano. A maior parte está relacionada a bandos que recorrem a acidentes provocados com os mesmos veículos, a fim de embolsar centenas de milhares de euros. Nesse terreno, pode-se falar de crime organizado.

A situação da Mannheimer Seguros de Vida não foi tema da coletiva, mas a GDV já indicou não esperar uma onda de falências no setor, onde haveria apenas "um ou dois casos problemáticos", segundo o presidente da federação, Bernd Michaels. A Mannheimer, que tem cerca de 345 mil contratos e se deu mal com especulações na bolsa, será o primeiro caso para a Protektor, uma sociedade criada pelas grandes seguradoras alemãs para administrar massas falidas do setor, sem qualquer prejuízo para os segurados, garante a GDV.

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