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Alemanha

Maior liberdade sexual nas Forças Armadas alemãs

O Ministério alemão da Defesa pretende reformar serviço com armas, encurtar missões no exterior, acabar com proteção a instituições dos EUA na Alemanha e aumentar a liberdade sexual nas casernas.

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Reforma facilitará vida familiar dos militares de ambos os sexos

O plano de reestruturação das Forças Armadas alemãs (Bundeswehr), anunciado no início do ano, vem recebendo contornos cada vez mais concretos. O ministro da Defesa, Peter Struck, confirmou que as missões de soldados alemães no exterior serão reduzidas em um terço, de seis para quatro meses. Ao mesmo tempo, deverá ser melhorada a assistência prestada aos soldados — ou seus familiares — , quando eles são vitimados por acidentes ou atentados durante as missões de paz, assegurou Struck numa entrevista concedida ao jornal Welt am Sonntag.

Um ponto polêmico, no entanto, continua sendo o serviço militar obrigatório, criticado abertamente por verdes e liberais. Em abril, o Tribunal Administrativo de Colônia havia dado razão à queixa de um jovem que considera injusta a forma de seleção ao serviço militar obrigatório. O social-democrata Struck, por seu lado, insiste em manter o serviço em armas na sua forma atual.

"Chegamos à conclusão de que os nove meses de quartel são necessários. Se o período de treinamento for encurtado, o recruta mal ficaria na caserna, por causa de férias e dias livres", argumentou o ministro da Defesa. Na Alemanha, devem cumprir o serviço em armas os jovens solteiros com menos de 23 anos de idade.

A mudança prevista neste setor é que, a partir do segundo semestre, a formação básica nas Forças Armadas será reduzida a três meses. Depois disso, serão aproveitados conhecimentos ou qualificações especiais de cada recruta, para seu emprego em setores específicos da Bundeswehr, como o serviço médico ou de comunicações.

Sexo nas casernas

Mesmo que o ministro ressalte não se tratar de "nenhuma revolução sexual", as Forças Armadas alemãs também darão um grande passo para facilitar a vida de casais em que ambos seguem a carreira militar. Neste sentido, Struck anunciou que, por exemplo, em missões no exterior, os cônjuges poderão morar juntos.

O ministro adiantou também que haverá mudanças nas indenizações aos membros das Forças Armadas vítimas de acidentes ou atentados em missões no exterior. Já a proteção de cerca de cem casernas e outras instituições militares norte-americanas em território alemão vai acabar no final do ano: a tarefa deverá ser reassumida pelos próprios americanos. Este serviço de segurança envolve cerca de 2500 alemães e começou em janeiro do ano passado, em virtude do envio de grande contingente de soldados americanos ao Iraque. No âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Struck adiantou que soldados alemães participarão da vigilância do espaço aéreo durante a Eurocopa em Portugal, mês que vem, e dos Jogos Olímpicos, em agosto, na Grécia. Já no caso de um eventual engajamento da aliança militar ocidental no Iraque, o titular da pasta da Defesa garante que o apoio alemão se restringirá à oferta de aviões para o transporte de feridos.

As prioridades militares alemãs no exterior continuam sendo a região dos Bálcãs e o Afeganistão, onde a missão está até mesmo sendo ampliada, segundo Peter Struck.

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