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Mundo

Maior expansão na história da Otan

Com o fim da Guerra Fria, a Organização do Tratado do Atlântico Norte passou a admitir nações do Leste Europeu. Sete delas entram agora para a aliança militar.

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Sede da Otan em Bruxelas: sete bandeiras a mais

Os ventos da expansão sopram não apenas na sede da União Européia, em Bruxelas, mas chegam também à Otan, que oficializa nesta segunda-feira (29) a admissão de sete novos países-membros: Eslováquia, Eslovênia, Bulgária, Romênia, Estônia, Lituânia e Letônia. Criada em 1949, quando foi fundada por 12 países em Washington, a Otan cresceu durante a Guerra Fria, tendo chegado a ter em seu quadro 16 nações.

Com a abertura da Cortina de Ferro em 1989 e a dissolução do Pacto de Varsóvia (aliança liderada pela então União Soviética) em 1991, vários países da Europa Meridional e do Leste Europeu demonstraram interesse em passar a fazer parte da aliança ocidental. O primeiro passo foi dado em 1999, quando Polônia, República Tcheca e Hungria foram admitidas. Na época, já estava claro que estes três países não seriam os únicos.

Parceria pela Paz

Cinco anos antes, já em 1994, havia sido criado o programa Parceria pela Paz, quando foi implementado o chamado Conselho de Cooperação do Atlântico Norte. Em um sistema rotativo, 30 países foram convidados a sentar-se à mesa de negociação da Otan, entre eles várias nações do Leste Europeu e da Ásia Central. Nessas rodadas, foram discutidas, com freqüência, questões relativas à política de segurança e à cooperação militar.

Destes 30 países, aqueles que mantiveram sérias intenções de passar a fazer parte da Otan criaram, em maio de 2000, o chamado Grupo Vilnius, que abarcava nove membros: Albânia, Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Macedônia, Romênia, Eslovênia e Eslováquia. Pouco depois, a Croácia passaria a integrar o grupo, que recebeu o nome de Vilnius 10.

Solidariedade com a Casa Branca

Em outubro de 2001, pouco depois dos ataques terroristas em Nova York e Washington, os países reuniram-se na capital búlgara Sofia, para demonstrar sua solidariedade para com o governo norte-americano. Depois de um ano, em novembro de 2002, a aliança militar do Atlântico Norte convidaria sete países deste grupo de dez para participar de seu encontro de cúpula em Praga. Albânia, Macedônia e Croácia foram excluídas.

Convencer o governo russo de que a Otan não estaria invadindo a esfera de poder de Moscou, ao admitir três ex-repúblicas soviéticas (Letônia, Lituânia, Estônia), foi uma das tarefas mais complexas enfrentadas pela aliança. Após algumas divergências, foi oferecido à Rússia um maior direito de informação e participação nas decisões do bloco, o que, por sua vez, desencadeou uma série de protestos nos países bálticos.

Aliança partida

Quatro meses mais tarde, em fins de março de 2003, seria assinado em Bruxelas o protocolo oficial de admissão dos sete novos países na Otan. Por ironia do destino, também esta data foi marcada por uma grave crise interna na aliança militar.

A entrada dos novos membros se deu exatamente quando a guerra no Iraque provocava um racha entre os que defendiam a invasão do país – encabeçados por EUA e Reino Unido – e aqueles que se opunham ao conflito armado: Alemanha e França.

Apesar da crise que tornava pública a falta de coesão do bloco, o então secretário-geral Robertson tentava fazer da ocasião um momento histórico: “Este é um passo vital rumo ao crescimento de uma comunidade transatlântica, com a promessa de mais segurança e estabilidade dos dois lados do oceano”.

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