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Alemanha

Mídia e migrantes

Eles são freqüentemente temas na mídia alemã, mas sua atuação nos meios de comunicação é rara. Apenas 1% dos jornalistas na Alemanha descendem de estrangeiros.

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Descendentes de estrangeiros quase não têm vez nos meios de comunicação alemães

Os meios de comunicação são em parte o espelho de uma sociedade. Na Alemanha, os habitantes de origem não germânica perfazem cerca de 10% da população, um fato que não se espelha na mídia: entre os jornalistas e responsáveis pela programação de rádio e tevê, os de origem estrangeira correspondem a apenas 1%.

Em outros países europeus, tais como o Reino Unido e a Holanda, a atuação dos migrantes nos meios de comunicação é vista com naturalidade crescente. Na Alemanha, pelo contrário, os jornalistas de origem estrangeira são considerados exóticos.

No entanto, eles poderiam prestar uma grande contribuição para enriquecer o jornalismo, opina Ursula Clauditz, da Fundação Friedrich Ebert, ligada ao Partido Social Democrático. Dar espaço a um maior número de jornalistas descendentes de migrantes é uma necessidade, em sua opinião, "porque — mesmo que muitos não gostem de ouvir isso — a imigração é parte constituinte da nossa sociedade".

Espelho da variedade

Não se trata, porém, de criar janelas especiais para os migrantes dentro da programação de rádio e tevê ou nas páginas dos órgãos da imprensa. A esse respeito, reinou consenso entre os especialistas que participaram do simpósio "Mídia e migrantes" em Dortmund.

Para o professor Ulrich Pätzold, do Instituto de Jornalismo de Dortmund, o importante seria que se percebesse no jornalismo "as diferenças que existem entre os diferentes grupos da sociedade na percepção do cotidiano". Ele rechaça, porém, a introdução de uma quota para migrantes no jornalismo, embora o recurso tenha ajudado, cerca de 20 anos atrás, a aumentar a participação das mulheres no setor.

Importante é a formação profissional

Paresh Solanki, migrante que trabalha para a BBC em Birmingham, na Inglaterra, considera importante que os grupos que compõem a população estejam representados proporcionalmente nos meios de comunicação. Mais importante, porém, é o profissionalismo:

"Não basta dizer que eu venho do Afeganistão, do Paquistão ou da Índia". As pessoas não podem ser avaliadas com base na cor da pele, mas sim na formação que receberam e na capacidade de exercer bom jornalismo, acrescenta.

O professor Pätzold, que tem filhos de estrangeiros entre seus estudantes, concorda: "Os migrantes não devem utilizar os meios de comunicação para contar suas próprias histórias; precisam ocupar-se de todos os aspectos do nosso cotidiano. Mas logo vamos notar que sua perspectiva das coisas é diferente".

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