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Mundo

México confirma massacre de estudantes desaparecidos

Pela primeira vez, procurador-geral afirma categoricamente que todos os 43 jovens que sumiram há quatro meses estão mortos. Eles teriam sido executados por narcotraficantes que os confundiram com um grupo rival.

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Protesto na Cidade do México lembrou quatro meses do desaparecimento dos estudantes nesta segunda-feira

A Procuradoria Geral do México afirmou nesta terça-feira (27/01) ter chegado à conclusão de que 43 estudantes desaparecidos em setembro do ano passado foram massacrados por um grupo de narcotraficantes, começando a encerrar as investigações da tragédia que abalou o país.

"Evidências permitem determinar que os estudantes de magistério foram privados da liberdade, da vida, incinerados e jogados no rio, nessa ordem", declarou o procurador-geral do México, Jesús Murillo Karam, em coletiva de imprensa.

Esta foi a primeira vez que Karam afirmou categoricamente que todos os estudantes estão mortos. "Esta é a verdade histórica dos fatos, que deve ter validade jurídica", disse.

Felipe Rodríguez, membro do grupo de narcotráfico Guerreros Unidos detido há alguns dias, teria organizado a execução dos jovens por ordens de um dos líderes do cartel, segundo o Ministério Público. O Guerreros Unidos teria confundido os estudantes com um grupo rival.

As conclusões se baseiam em declarações de 99 detidos e em restos mortais encontrados num depósito de lixo em Cocula, povoado do estado de Guerrero, onde os estudantes desapareceram.

Os pais dos jovens rejeitaram as declarações do procurador-geral, afirmando que o governo está tentando encerrar as investigações mesmo que ainda haja muitas perguntas em aberto.

"Não vamos permitir que concluam ou que encerrem as investigações", afirmou Felipe de la Cruz, porta-voz dos familiares, que dizem não haver provas suficientes para determinar que os estudantes estão de fato mortos.

Os jovens, em sua maioria filhos de agricultores pobres, frequentavam uma escola rural de magistério. Na tarde em que desapareceram, em 26 de setembro, eles se dirigiam à cidade de Iguala com o objetivo de coletar fundos para participar de um protesto na Cidade do México.

CA/rtr/ap/afp

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