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Mundo

Médicos temem uso de armas atômicas contra o Iraque

A organização alemã IPPNW expressou o temor de que a nova política nuclear americana possa ter conseqüências para o Iraque e a ampliação da "Guerra contra o Terror"

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Cogumelo de bomba atômica

"A disponibilidade para usar armas nucleares é muito maior no atual governo americano do que no anterior", comentou Xanthe Halle, especialista em armas atômicas da IPPNW.

Em dezembro de 2001, o Pentágono enviou um relatório secreto (Nuclear Posture Review) ao Congresso americano, propondo o desenvolvimento de uma nova arma nuclear de pequeno porte, mas que poderia penetrar profundamente na terra a fim de atingir bunkers ou depósitos subterrâneos.

5 mil toneladas de dinamite - Os testes realizados com a atual bomba nuclear de penetração B-61-11 já demonstraram que, quando lançada de uma altitude de 13.000 metros, esta pode penetrar 7 metros em terra seca e provocar uma intensiva radiação. Os Estados Unidos querem desenvolver agora uma nova minibomba nuclear com poder de detonação de apenas 5 kilotons, mas capaz de penetrar ainda mais profundamente na terra. Só para se ter uma idéia, a bomba que os Estados Unidos jogaram em Hiroshima tinha 15 kilotons (ou o equivalente a 15 mil toneladas de dinamite).

Segundo a IPPNW, "os danos à saúde do povo iraquiano já atingiram proporções desumanas com a utilização de munição enriquecida de urânio e as sanções econômicas. A ameaça ou a utilização de bombas atômicas provocará uma explosão no barril de pólvora do Oriente Médio". Não se pode esquecer que Israel possui também 200 bombas atômicas, afirmou Xanthe Hall.

15.000 armas atômicas – Se o Congresso americano aprovar o desenvolvimento desta minibomba atômica, isto significará a suspensão da decisão de 1994, que proibia o desenvolvimento de novas armas atômicas, e contribuirá para aumentar o arsenal nuclear americano, segundo a IPPNW.

Embora os Estados Unidos se comprometam a diminuir o número de armas nucleares para 2.200 – conforme acordo negociado com a Rússia -, eles possuem 15.000 armas atômicas em reserva, afirma a IPPNW. Esta reserva compreende 8.000 ogivas ativas, 2.700 ogivas inativas e 5.000 núcleos de plutônio e outros componentes que podem ser utilizados para fabricar armas atômicas. Outros 7.000 núcleos de plutônio considerados como restos, estão armazenados em depósitos.

A organização parceira da IPPNW nos Estados Unidos – Physicians for Social Responsability – publicou na sexta-feira uma carta aberta ao presidente George Bush com sérias críticas à política e às declarações do governo americano. Ela qualificou a retórica americana de "belicosa e provocativa", exigindo que o presidente Bush não promova ações militares unilaterais e faça avançar o desarmamento nuclear.

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