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Ciência e Saúde

Médicos anunciam possível cura de mais um bebê com HIV nos EUA

Caso é o segundo do tipo a ser anunciado em menos de um ano. Testes iniciais não detectam vírus, mas responsáveis pelo tratamento ainda são cautelosos em afirmar que menina está totalmente livre da doença.

Um bebê de 9 meses, infectado com HIV, está livre do vírus depois de ter sido tratado quatro horas após o nascimento em um hospital de Los Angeles, na Califórnia. O caso é o segundo a ser anunciado em menos de um ano nos Estados Unidos e aumentou as esperanças no tratamento da doença.

O anúncio foi feito na quarta-feira (05/03) durante a Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas, em Boston. A menina nasceu em abril do ano passado e contraiu o vírus da mãe. Segundo Audra Deveikis, especialista pediátrica em doenças infecciosas do hospital onde a criança nasceu, o tratamento começou antes mesmo de ser confirmado se o bebê havia sido infectado.

“Você testa e trata antes mesmo de saber o resultado porque demora dias para saber a resposta”, afirma a médica, que já conhecia a mãe de outra gravidez e sabia que ela não estava tomando seus remédios para combater a doença.

Quando os resultados chegaram, foi confirmado que a menina havia contraído o HIV. Seis dias depois, porém, o vírus não foi mais detectado.

“O mais impressionante neste bebê é que o vírus desapareceu tão depressa”, diz a médica Yvonne Bryson, especialista em doenças infecciosas no hospital infantil Mattel, da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), que atuou como consultora no caso.

Médicos, no entanto, ainda são cautelosos em afirmar que a menina está completamente curada do vírus. “Nós não sabemos se o bebê está em remissão, mas parece que sim”, explica Yvonne. De acordo com ela, a única maneira de ter certeza seria parar o tratamento – uma decisão ainda arriscada.

O caso da menina de Los Angeles ocorre quase um ano depois de pesquisadores terem anunciado a cura de outro bebê, no estado americano do Mississipi. A criança, hoje com 3 anos, parece estar livre do vírus após passar dois anos sem tomar remédios contra a aids.

Em um outro avanço nas pesquisas relacionadas a aids, cientistas anunciaram que conseguiram modificar genes nas células sanguíneas de uma dúzia de adultos para ajudá-los a resistir ao vírus do HIV.

Os resultados do estudo, publicado no New England Journal of Medicine, dão esperança de que a técnica possibilite que algumas pessoas parem de tomar remédios para controlar o vírus. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a aids já infectou 70 milhões de pessoas no mundo todo, matando pelo menos 35 milhões delas.

RM / ap / afp / rtr

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