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Mundo

Médico envolvido em morte de mulheres esterilizadas é preso na Índia

Cirurgião afirma que operações foram bem-sucedidas, mas que remédio dado no pós-operatório causou reações adversas. Treze pacientes já morreram e cerca de 60 seguem internadas.

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Mulheres se sentiram mal depois de passar por laqueadura

O médico que conduziu cirurgias de esterilização em massa que já levaram à morte de 13 mulheres na Índia foi preso, divulgaram autoridades do país nesta quinta-feira (13/11). As operações foram realizadas no último fim de semana, como parte de um programa estatal para controle populacional.

R. K. Gupta, de 59 anos, foi preso na casa de parentes próximo a Bilaspur, declarou Dr. S.K. Mandal, chefe médico do estado de Chhattisgarh. Ele estava escondido desde sábado, quando executou 83 cirurgias de esterilização.

O médico nega responsabilidade pelas mortes. "As cirurgias foram bem sucedidas. O problema foi o remédio dado às mulheres depois da operação. Elas começaram a relatar problemas depois disso”, declarou após a prisão.

Além disso, Gupta se disse pressionado para cumprir metas de cirurgias de esterilização definidas pelo governo. Mandal também afirmou que o médico estava sob pressão para alcançar a meta de 15 mil esterilizações no distrito. Como incentivo para se submeterem ao tratamento, o governo oferece às mulheres 1.400 rúpias (cerca de 60 reais).

Pacientes em que Gupta executou a laqueadura começaram a reclamar de dor, náusea e febre dois dias após a cirurgia, nesta segunda-feira. Depois de mais duas mulheres morrerem nesta quarta-feira, o número de vítimas fatais já chega a 13. Cerca de 60 mulheres ainda estão internadas.

Autoridades afirmam que exames preliminares sugerem que as mortes podem ter sido consequência de infecção, possivelmente provocada por instrumentos cirúrgicos contaminados. Entretanto, a causa dos óbitos só será confirmada após autópsias.

MMS/dpa/ap

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