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Economia

Médias empresas ainda têm medo do computador

Cerca de 12,5% das empresas alemãs de médio porte ainda não entraram na era da informática. Expositores da feira Systems buscam novos nichos de mercado para tecnologias da informação.

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Systems 2004 propõe soluções para pequenas firmas

Cerca de 65 milhões de alemães (80% dos habitantes do país) já têm telefone celular, enquanto 12,5% das médias empresas ainda não usam computador. Esses números, divulgados em Munique na Systems 2004, a segunda maior feira de informática da Alemanha depois da CeBIT de Hanôver, revelam tanto uma crescente saturação do mercado de telefonia celular quanto uma surpreendente lacuna tecnológica no meio empresarial.

Segundo dados da Sage Software GmbH, de Frankurt, a maioria das empresas que ainda não usam computador pessoal (PC) na Alemanha têm menos de dez funcionários. "E, entre as que têm um PC, menos da metade utiliza programas adequados para a contabilidade e administração empresarial", acrescenta o diretor executivo da Systems, Klaus Dittrich.

Segundo o diretor executivo da Sage, Peter Dewald, muitas firmas pequenas, principalmente no setor agrícola e artesanal, ainda desconhecem a utilidade das tecnologias de informação. "Elas até conseguem se virar sem computador, mas são gerenciadas de forma anacrônica. Não conseguem verificar se a encomenda foi rentável e fecham seus balanços com muito atraso", diz.

Para Dewald, esse anacronismo não de deve à escassez de recursos para a modernização. "É a falta de informação sobre a tecnologia que gera medo de utilizá-la. Nesse aspecto, a Alemanha não difere de outros países europeus", afirma. Ele ressalta, porém, que, considerando o conjunto de todas as empresas alemãs (não só as do setor médio), 90% usam computador e têm acesso à internet.

A Systems 2004, que conta com 1300 expositores de 27 países e espera 70 mil visitantes, organizou um fórum especial para as médias empresas. "A idéia é mostrar-lhes a solução mais adequada às suas necessidades, no caso de planejarem o uso de tecnologias da informação no processos de produção e gerenciamento", explica Klaus Dittrich.

Mercado de telefonia móvel quase saturado

Besucher der Messe SYSTEMS 2004 informieren sich auf der Messe Muenchen am Dienstag, 19. Oktober 2004, ueber die UMTS-Technologie.

Visitantes da Systems informam-se sobre o UMTS

O setor médio é apenas um dos filões visados pelas empresas que apresentam seus produtos em Munique, de 18 a 22 de outubro. As grandes operadoras de telefonia celular, por exemplo, andam à cata de mais usuários para suas redes.

Como os novos clientes na Alemanha tornam-se cada vez mais escassos, a estratégia é forçar os 65 milhões de usuários existentes no país a terem dois celulares – um para o trabalho e outro para uso particular – e convencê-los a telefonarem mais na rede móvel do que na fixa. Além disso, as operadores apostam no avanço do UMTS (Sistema Universal de Telecomunicações Móveis), que promete um amplo mercado para a nova geração de equipamentos eletrônicos.

UMTS em expansão

Em nível mundial, o setor não motivos para reclamar: 1,5 bilhão de pessoas já telefonam via celular. A previsão é de que este número aumentará para dois bilhões até 2008. "Somente este deverão ser vendidos cerca de 600 mil novos celulares em todo o mundo", disse o presidente da Associação Alemã das Empresas de Informação, Telecomunicação e Novas Mídias (Bitkom), Willi Berchtold.

Segundo um estudo da União Internacional de Telecomunicações (ITU), a comercialização mundial de dados e conteúdos vai triplicar nos próximos anos, passando de um faturamento de 50 bilhões de euros em 2003 para 180 bilhões de euros em 2008. "Setenta e cinco modelos de celulares para UMTS já foram apresentados ou introduzidos no mercado", disse o presidente da Associação Mundial das Operadoras de Telefonia Móvel, Rob Conway.

Serviço público hesita em inovar

Willi Berchtold Präsident BITKOM Porträtfoto

Willi Berchtold, presidente da Bitkom, pede inovação do setor público

Os primeiros serviços de UMTS na Alemanha começaram a operar com atraso, há um ano, mas sua proliferação ainda é inexpressiva. Segundo a Bitkom, a situação geral do mercado alemão de novas tecnologias ainda é insatisfatória. "Somos campeões mundiais de exportação, mas no campo das tecnologias de informação e telecomunicação, importamos mais do que exportamos. No ano passado, a Alemanha teve um déficit comercial de 7,4 bilhões de euros neste setor. A longo prazo, isso não é saudável para um país de alta tecnologia", diz Willi Berchtold.

O presidente da Bitkom criticou a política de inovação do governo, por apoiar projetos e técnicas isoladas, em vez de criar um quadro favorável para todo o setor. Além de defender o fortalecimento da média empresa, Berchtold é de opinião de que o próprio Estado deveria ser pioneiro no uso de novas tecnologias. "Mas, apesar de várias iniciativas, a Alemanha ocupa apenas o 20º lugar no ranking mundial de utilização de tecnologias da informação no serviço público", diz.

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