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Economia

Média empresa alemã é referência mundial em impressão 3D

Há 25 anos, a EOS começou produzindo componentes para automóveis. Hoje, tem representantes em 30 países e atua desde o setor aeroespacial até a fabricação de ferramentas e joias. Impressão 3D vive "euforia".

Hans Langer é PhD em física e um executivo de visão. Há quase 25 anos, ele fundou sua empresa numa área que há pouco tempo vem ganhando cada vez mais destaque: a produção de peças tridimensionais através das chamadas impressoras 3D. Mas, para os profissionais do ramo, esta é apenas uma palavra da moda, que não descreve o real processo de fabricação.

"O termo genérico é 'fabricação aditiva'", explica Langer, em entrevista à DW. "A diferença em relação às tecnologias convencionais é que o material para fabricação dos componentes é aplicado e derretido camada por camada, e não removido camada por camada, como no setor convencional, como a fresagem, por exemplo."

Importância do material

Parece simples, mas não é. Quando a ideia de fabricação aditiva apareceu pela primeira vez, na década de 1950, nos EUA, não havia ainda a tecnologia necessária. Pois o computador é uma parte importante desse método. Ele armazena digitalmente os dados geométricos de um modelo tridimensional a ser fabricado e, assim, controla um feixe de laser. O laser aplica o material em pó derretido, camada por camada, gerando o componente com base nos dados fornecidos.

"Primeiro, imaginamos que esse fosse praticamente um processo a laser tridimensional e que, por isso, seria necessário sobretudo construir uma boa máquina de laser", diz Langer. "Mas essa não era a solução. A solução são os materiais. É preciso preparar e aperfeiçoar materiais específicos para este processo", explica.

Langer e sua pequena empresa tiveram um enorme lance de sorte no início dos anos 90. A fabricante química norte-americana Dupont pôde fornecer exatamente o material que utilizava na sua tecnologia a laser para fabricação em camadas.

Porträt - Dr. Hans J. Langer

Hans Langer, fundador e diretor executivo da CEO

Encomenda da BMW

Logo, a empresa recebeu seu primeiro grande contrato, da BMW. A renomada montadora automotiva reconhecera rapidamente as vantagens da fabricação aditiva. Começava uma nova era, onde antes eram necessárias oficinas inteiras para desenvolver carros conceito, num custoso trabalho artesanal. Todo o processo foi automatizado.

No jargão técnico, desde então começou-se a se falar em "prototipagem rápida". Agora, modelos de veículos futuros podem ser produzidos mais rapidamente e com mais riqueza de detalhes. O trabalho é feito com a ajuda de um feixe de laser controlado eletronicamente e resina líquida fotocurável, que solidifica com luz.

Por mais que aquele o grande contrato tenha sido um marco naquele momento para a EOS, a prototipagem rápida acabou demonstrando ser apenas uma solução provisória. O fundador da empresa e seus clientes queriam algo mais a longo prazo. Ou seja, fazer produtos finais concretos, ao invés de simplesmente criar protótipos, saindo da "prototipagem rápida" para a "fabricação rápida". Com a ajuda de novos materiais, como pó plástico e pó de metal, a empresa foi se aproximando passo a passo de seu objetivo.

"No início de 2000, nós realmente já estávamos preparados", lembra-se Langer. "E a partir dali, começamos a rumar concretamente no sentido de uma solução de e-manufacturing."

Tecnologia para todas as áreas

Hoje em dia, aplicações e produtos feitos pelo processo de fabricação em camadas estão presentes em quase todas as áreas. A EOS atua nos setores mais diversos, seja na indústria automobilística, de aviação e aeroespacial, de produção de ferramentas e máquinas, fazendo até mesmo joias ou produtos medicinais. Em todos os ramos, a impressão 3D parece oferecer vantagens sobre o método convencional.

"Quando vemos um osso de pássaro, ele é relativamente leve, mas extremamente duro. Isso é só porque ele tem um funcionamento interno muito complexo. São estruturas de apoio muito complexas desenvolvidas pela natureza ao longo de muitos milhões de anos. Tomamos a natureza como inspiração e podemos, assim, projetar componentes com base nessas estruturas biônicas. Ou seja, não é apenas uma questão da tecnologia de produção, mas também de design", observa Hans Langer.

EOS GmbH - Autositz

Estudo para assento de carro produzido por impressora 3D

Mercado global

Para a empresa EOS Electro Optical Systems, a curva de sucesso está ascendente. A empresa de médio porte tem centros de tecnologia na Europa, Ásia e EUA e escritórios para serviços e peças de reposição em 30 países. No ano passado, quando a Europa era dominada pela crise, o faturamento aumentou impressionantes 13%, para cerca de 113 milhões de euros.

Apenas nos últimos dois anos e meio, a equipe de cerca de 300 funcionários foi aumentada para cerca de 480 em todo o mundo. Raramente havia problemas para se encontrar novos funcionários, especialmente para a área de alta tecnologia. A EOS se preocupa com o treinamento sólido de seu pessoal, tanto de aprendizes técnicos como na instrução de gente com formação superior, que muitas vezes escrevem suas dissertações ou teses de doutorado dentro da empresa. "Temos também uma estreita colaboração com as universidades. E não apenas localmente, mas internacionalmente", ressalta Langer.

Limites e possibilidades

Embora as possibilidades aparentemente ilimitadas das impressoras 3D tenham produzido muitas manchetes na mídia recentemente, o chefe da empresa prefere não alimentar expectativas exageradas e desmente que veículos inteiros ou máquinas venham a ser produzidos com a tecnologia. "Acredito que fabricaremos componentes individuais e os desenvolveremos em conjunto com os grandes fabricantes", diz Langer. Essas peças podem fazer uma diferença significativa, por exemplo, no consumo de combustível ou de energia de um equipamento.

A visão de que as impressoras 3D em breve estarão disponíveis em todas as casas também é pouco realista para o físico. Contudo, o processo está se tornando cada vez mais popular. Os componentes produzidos com a tecnologia oferecem grande vantagem também em questão de armazenamento, já que podem existir em forma de dados, sendo construídos apenas no momento em que se tornam necessários.

Para Hans Langer, esta é uma pequena revolução. "Não precisamos manter guardadas ferramentas especiais para um determinado produto ao longo de muitas gerações ou armazenar peças de reposição minúsculas. Podemos agora definir o termo 'produção' de forma completamente nova", explica.

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