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Economia

Mão-de-obra qualificada vai trabalhar mais

A jornada semanal de 35 horas dos metalúrgicos da parte ocidental da Alemanha, introduzida há dez anos, poderá ser em breve coisa do passado. Cada vez mais empresas planejam impor de novo a semana de 40 horas.

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Jornada de 35 horas virou utopia para os metalúrgicos do Leste

A velha jornada semanal de trabalho de 40 horas foi um tabu durante muito tempo na Alemanha. Há dez anos que os metalúrgicos da região ocidental trabalham 35 horas por semana. Mas isto pode se acabar em breve, pois um número cada vez maior de empresas está mandando os seus empregados trabalharem de novo 40 horas. Os mais atingidos são exatamente os profissionais altamente qualificados e principalmente na indústria automobilística.

A DaimlerChryler foi o primeiro grande grupo das indústrias metalúrgica e eletrônica que anunciaram, no final de fevereiro, a volta da semana de 40 horas no setor de montagem de veículos. Todos os dez mil empregados que desenvolvem e constróem novos modelos na fábrica da DaimlerChrysler em Stuttgart terão de trabalhar mais. Eles representam um quarto do pessoal.

Já acontece na prática - A DaimlerChrysler é só um exemplo entre muitas empresas. Segundo uma pesquisa, quase 300 firmas alemãs estão decididas a impor de novo a jornada de 40 horas. E muitas delas são do setor automobilístico, como a BMW e a Porsche. O economista Gerhard Bosch diz que não se supreende, porque na prática isto já acontece há tempos em grandes empresas:

"Nós fizemos uma pesquisa na indústria automobilística alemã, no 2000, e constatamos que principalmente nos departamentos de pesquisa e desenvolvimento das grandes montadoras já se trabalhava 40 horas por semana. Quer dizer, essas empresas já haviam ultrapassado a margem de 18% permitida no acordo coletivo de salário e condições do trabalho da categoria", disse Bosch.

Acordos renegociados - Oficialmente, é permitido que a metade do pessoal da empresa trabalhe 40 horas por semana. E os empregados não recebem pagamento extra pelas horas adicionais trabalhadas, conforme prevê o acordo coletivo de trabalho para as indústrias metalúrgicas e eletrônicas, que os empregadores e os sindicatos renegociaram em fevereiro.

Mas nem todas as firmas podem mandar os seus empregados trabalharem mais. O acordo tem uma cláusula, segundo a qual o patrão deve impor a jornada de 40 horas se no mínimo 50% dos seus trabalhadores forem mão-de-obra altamente qualificada, como engenheiros ou operários especializados em determinadas tarefas. De forma que exatamente as melhores cabeças vão ter que trabalhar mais nos departamentos de pesquisa e desenvolvimento.

Situação inversa na produção - A situação é complemente diferente nos setores de produção. Aqui a questão é redução das horas de trabalho, porque a procura de mão-de-obra é desfavorável no momento e com uma jornada menor se pode salvar postos de trabalho, como Bosch esclareceu. "Juntando-se os dois lados, quer dizer, jornada mais curta para os menos qualificados e mais longa para os altamente qualificados, deduz-se que no geral as 35 horas vão acabar para todos", disse o economista.

As empresas gostariam de mais flexibilidade. Elas próprias querem determinar a duração do trabalho de seus empregados sem perguntar aos sindicatos, pois acreditam que só assim o empresariado alemão pode acompanhar a competitividade internacional. Os empregadores argumentam que poucos trabalhadores no mundo têm tanto tempo livre como os alemães. Os norte-americanos, por exemplo, trabalham em média 400 horas por ano. Por isso, a nata dos empregadores alemães pressiona há tempos pelo fim de alguns feriados.

Para Bosch, trata-se de um luta constante, na qual os empregadores foram bem sucedidos nos últimos anos no seu intuito de girar para trás o relógio. "Eles ficaram mais ávidos, enquanto os sindicatos estão muito mais fracos no momento e esperam que a discussão que vivemos no momento não termine tão cedo".

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