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Alemanha

Má formação escolar prejudica a economia

Após as revelações traumatizantes do estudo PISA, um relatório da OCDE volta a revelar deficiências do sistema de ensino da Alemanha.

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Meninos são os piores alunos

O estudo divulgado nesta terça-feira (16) pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acusa uma relação entre o número relativamente baixo de estudantes e a atual debilidade econômica da Alemanha. Para tal afirmação, os autores se baseiam no fato de que uma formação mais extensa e melhor tem contribuído para o aumento da produtividade em todos os países industrializados.

Desde 1995, o número total de estudantes universitários e do segundo grau cresceu em média 30% nos países membros da OCDE. Apenas a França e a Alemanha tiveram uma ligeira redução. Nesse último, já há novamente mais jovens interessados em estudar, porém "no setor universitário continua existindo uma grande lacuna a preencher", afirma o relatório. Segundo a média internacional tirada pela organização, 30% dos estudantes conseguem concluir seus cursos com sucesso, enquanto na Alemanha a proporção é de apenas 19%.

Bons salários

Por outro lado, os docentes da Alemanha contam entre os mais bem pagos, comparados com os outros países. Enquanto a média tirada pela OCDE é de menos de 19.500 euros por ano, um professor alemão de primeiro grau em início de carreira recebeu, em 2001, 34.050 euros. Neste nível, a Suíça ocupa o segundo lugar, porém no ensino de segundo grau apresenta salários que chegam ao dobro da média da OCDE.

Os professores estão também entre os mais idosos: em 15 das 19 nações estudadas, mais da metade dos docentes tem mais de 40 anos de idade, na Alemanha, Itália e Suécia mais de um terço está acima dos 50 anos.

Meninas na frente

Especialistas em educação e ensino estão preocupados com o rendimento escolar no Primeiro Mundo. A capacidade de leitura é um dos pontos mais fracos, e – como já se sabe desde a divulgação do estudo PISA – também neste aspecto os alunos alemães estão lá atrás.

Os garotos são atualmente os piores alunos: as meninas os alcançam e superam em diversos setores. Já entre nove e dez anos de idade, elas lêem melhor do que os colegas do sexo masculino, aos 15 anos a diferença é geralmente muito grande. Enquanto elas também procuram romances e os clássicos, os garotos ficam mesmo com as histórias em quadrinhos.

Parte do segredo feminino é o uso de estratégias de memorização. Enquanto elas se empenham em aprender de cor, os meninos se preocupam com a utilidade prática das matérias lecionadas.

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