1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Eleição na Alemanha

Luz, câmera e ação política

Pouco antes do debate transmitido pela televisão alemã entre os dois candidatos a chanceler federal, a DW-WORLD avalia como encenações políticas frente às câmeras acontecem nos quatro cantos do planeta.

default

Políticos frente às câmeras: arma eficaz para convencer o eleitor

Dos "monólogos políticos" chineses às pancadarias entre candidatos nas campanhas eleitorais russas, dos rituais populistas de líderes árabes à dramaturgia norte-americana, de onde vem a idéia de um debate frente às câmeras. De um lado ou de outro do mundo, a mídia assume com prazer o papel de mediadora entre políticos e eleitores.

A contribuição brasileira mais marcante no cenário de debates televisivos foi sem dúvida a intervenção da Rede Globo, ao editar em 1989 o encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello. "Isso não aconteceria hoje. O país mudou muito desde então", afirma o correspondente da emissora em Berlim, Renato Ribeiro, à DW-WORLD.

Acompanhe aqui os relatos sobre a encenação política via câmeras de TV nos EUA, China, Chile, Oriente Médio e Rússia.

O obscuro objeto de Bush

TV-Duell zwischen J. F.Kennedy und Nixon 1960

Nixon (esq.) und Kennedy: debate em 1960

A idéia original de opor candidatos à presidência de um país frente às câmeras vem dos EUA. O primeiro deles aconteceu em 1960, entre John F. Kennedy e Richard M. Nixon. Num estúdio de Chicago, os dois discutiram, à época, apenas temas relacionados à política interna.

O elegante e bronzeado Kennedy acabou como preferido do telespectador, enquanto Nixon, pálido, com a barba por fazer e ainda gripado, foi considerado perdedor. O poder da imagem dava seus primeiros sinais na eleição que foi uma das mais emocionantes da história norte-americana e terminou com a vitória de Kennedy.

Mais de três décadas depois, George Bush cometeu um erro que certamente lhe custou um bom número de votos. Durante um debate com o então adversário Bill Clinton, a câmera mostrou como Bush olhava incessantemente para seu relógio de pulso. Muitos telespectadores interpretaram o gesto como um sinal de impaciência do candidato.

TV-Duell zwischen George Bush, Bil Clinton, Ross Perot 1992 US-Präsidentschaftswahlen

Debate entre George Bush e Bill Clinton em 1992

No último debate ocorrido em 2004 nos EUA, chegou a vez de George W. Bush, o filho. Nas imagens do encontro com o adversário John Kerry frente às câmeras, tinha-se a impressão de que havia algum objeto nas costas de Bush. Suspeitou-se, então, que havia algo sob seu paletó. Logo depois, surgiram os boatos de que o candidato teria carregado disfarçadamente um transmissor, escondido sob a roupa, através do qual ouvia de seus assessores as respostas que deveria dar durante o debate.

Dritte Fernsehdebatte George Bush und John Kerry

George W. Bush e John Kerry, em outubro de 2004

A tese, cada vez mais disseminada através da internet, foi sendo confirmada a partir da observação de que o presidente, durante o debate, havia parado várias vezes subitamente de falar. Seu olhar absorto nesses momentos também foi notado, o que levou a crer que ele poderia estar, naquele momento, ouvindo alguma coisa.

O alfaiate presidencial assumiu oficialmente "a culpa", afirmando que se tratava de uma falha no corte do terno. Com ou sem transmissores acoplados às costas, Bush foi eleito, pela segunda vez, em novembro de 2004.

Kyle James (sv)

Clique ao lado para ler mais sobre as encenações políticas na China, Chile, Rússia e países do mundo árabe.

Leia mais