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Alemanha

Luxo não sai de moda

Os artigos de luxo estão novamente em alta. Depois de anos de crise, a seleta clientela dos ricos e milionários voltou a investir mais no luxo. As grifes estão faturando, especialmente com o mercado japonês.

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Marca chique e exclusiva

Ter uma roupa ou artigo de marca é sinal de destaque social, um privilégio de uma classe seleta. E quem não sonha em fazer parte dela? O luxo nunca saiu de moda, mas não ficou imune à crise econômica mundial. Depois um período de certa parcimônia nos gastos, os ricos voltaram a investir em supergrifes, reaquecendo as vendas do setor.

Relógios caros, sapatos exclusivos, bolsas de material nobre, roupas de alto padrão estão na mira dos consumidores. O conglomerado francês LVMH, das marcas Louis Vuitton e Moët Hennessy, é a número 1 entre as supergrifes. No ano passado, registrou um aumento de 30% no faturamento.

Outra empresa em alta é o grupo suíço Swatch, fabricante de relógios, que estima fazer bons negócios em 2004. Conhecido por seus relógios populares, o grupo detém marcas de luxo, como Rado e Omega, responsáveis por 70% do faturamento da Swatch.

Com o fim da Guerra do Iraque e o controle da epidemia de Sars, houve um reaquecimento do setor, esclareceu Harald Zahnd, analista de artigos de luxo do Credit Suisse, em entrevista à DW-WORLD. "As ações voltaram a subir entre 40% e 70% em relação ao ano passado".

Japoneses vão às compras

As supergrifes têm muito o que agradecer aos japoneses, que não vacilam em gastar uma pequena fortuna por um artigo de marca. Zahnd revelou que eles são responsáveis por cerca da metade do consumo mundial de produtos de luxo. "No momento as marcas Hermes, Louis Vuitton e a fabricante de relógios Omega são as mais procuradas pelos japoneses".

Nem sempre o mercado de artigos de luxo esteve tão bem. A crise e a queda nas bolsas de valores do mundo também foram um golpe duro para as supergrifes. "Os milionários continuaram comprando artigos de luxo durante a crise. Já os novos ricos, aqueles que em 2000 e 2001 ganharam muito dinheiro com especulações financeiras e gratificações e o gastaram com a mesma rapidez, comprando por exemplo um relógio de 2 mil euros, estes agora não existem mais", esclareceu Beatrice Reich, analista de consumo do banco Vontobel.

Sem abrir mão da qualidade

As empresas de luxo que definiram sua marca no mercado apresentando produtos realmente diferenciados e de alta qualidade foram as que mais conseguiram superar a crise. "As marcas de peso, não colocam seu nome em qualquer produto" afirmou Zahnd. Um exemplo é o grupo LVMH. "Louis Vuitton está muito bem posicionado no mercado e faz sucesso, em especial, com os artigos em couro", apontou Reich.

Uma bolsa de couro de cabra da LV custa, no mercado brasileiro, mais de 10 mil euros. O Brasil, aliás, responde por 70% das vendas da LV na América Latina. A quarta loja brasileira, aberta no Rio ano passado, custou 9 milhões de reais, a mais cara do Hemisfério Sul.

Luxo em todo o mundo

Na Alemanha, as lojas de grife também encontram clientela. O luxo é prioridade e a apresentação da loja condiz com o preço dos produtos e roupas. Em Düsseldorf, considerada uma das cidades alemãs mais chiques, as supergrifes estão concentradas na parte nobre da cidade e são a vitrine do luxo do país.

As marcas luxuosas sempre terão espaço no mercado. Para crescer ainda mais e ampliar a clientela, elas devem buscar a diversificação, acredita Reich. "A tendência são os acessórios, como bolsas e óculos. Com a oferta de tais acessórios o cliente pode ter um artigo de marca sem precisar pagar muito".

Bem, isto depende do bolso do freguês, pois uma bolsinha como a da LV, de mais de 10 mil reais, nunca será acessível para a classe média. Entretanto, como existem os ricos, ricaços e milionários....

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