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Alemanha

Luto internacional pelo papa

Líderes políticos e religiosos distinguem João Paulo II como personalidade histórica extraordinária. Em várias cidades alemãs, soaram sinos das igrejas e multidões se reuniram para orar pelo papa falecido.

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Freiras oram por Karol Wojtyla em Wadowice, na Polônia

Não só luto e comoção marcaram as reações do mundo ao se tornar pública a morte de João Paulo II, também o reconhecimento pelo que fez em mais de 26 anos de pontificado. O chefe do governo alemão, Gerhard Schröder, manifestou profundo pesar: "O Papa João Paulo II lutou, durante mais de um quarto de século de forma incondicional e incansável, a favor da paz, pelos direitos humanos, solidariedade e justiça social, sendo respeitado e adorado como o sumo pontífice da Igreja católica. Ele influenciou de várias formas a integração pacífica da Europa", escreveu Schröder em sua mensagem de condolências.

Para o ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, o Santo Padre foi "um papa extraordinário e grande personalidade do nosso tempo. O chefe da diplomacia alemã salientou ainda "seus méritos em prol da reviravolta democrática no centro e Leste da Europa, que acabaram contribuindo para a reunificação da Alemanha e a superação da divisão européia". Fischer disse que João Paulo II apoiou ativamente a ampliação da União Européia para o leste, movido pela forte convicção de que a "Europa é muito mais do que a Europa ocidental".

Reverência das Igrejas

O presidente da Conferência Alemã dos Bispos, cardeal Karl Lehmann, destacou o legado do papa: "Sua determinação derrubou muitos muros, entre os quais com certeza também a Cortina de Ferro (...) Perdemos um testemunho corajoso do Evangelho, uma grande personalidade da história mundial e um exemplo permanente não só para os cristãos católicos. O mundo se tornou mais pobre".

Também representantes de outras confissões, como da Igreja evangélica alemã, do Islã e do Judaísmo, manifestaram respeito ao sumo pontífice falecido. "Com o papa João Paulo II, o mundo perde um testemunho impressionante do Evangelho", salientou o presidente do Conselho das Igrejas Evangélicas Alemãs (EKD), o bispo Wolfgang Huber. O presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, Paul Spiegel, acrescentou que, para os judeus, João Paulo II foi o "papa da paz".

Mensagens de todo o mundo

Apesar das críticas do papa à guerra no Iraque, o presidente norte-americano, George W. Bush, elogiou João Paulo II como uma das maiores lideranças morais da história. Sua Santidade foi "um defensor da dignidade humana e da liberdade", salientou Bush em Washington. Logo depois que soube da morte, o presidente, que é protestante, ordenou que as bandeiras da Casa Branca ficassem a meio mastro.

O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, citou-o como "incansável advogado da paz". Além de líder religioso mais de um bilhão de pessoas, o papa "foi um verdadeiro pioneiro no diálogo entre diferentes religiões e uma grande força na autocrítica da Igreja", salientou em Nova York.

Em várias cidades, multidões se reuniram e sinos das catedrais soaram após o anúncio da morte. Em Munique e Colônia, por exemplo, as igrejas ficaram abertas durante a noite para orações. Especialmente na Polônia, país onde nasceu João Paulo II, milhares de pessoas se reuniram em locais públicos enquanto o ministro do Exterior, Daniel Adam Rotfeld, destacou o papel desempenhado pelo sumo pontífice nos fatos dos últimos 25 anos.

Luta pela paz e dignidade

Segundo José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Executiva da União Européia, "o papa desempenhou um papel extraordinário na reunificação européia. Os europeus não esquecerão sua luta pela paz e dignidade humana", afirmou.

O primeiro-ministro britânico, Tomy Blair, disse que o papa foi "um líder religioso honrado por pessoas de todas as religiões e também pelas sem religião". Jacques Chirac, presidente da França, salientou que "esta dolorosa perda estremece toda a Igreja católica, que ele conduziu com uma fé imperturbável, uma autoridade exemplar e uma paixão admirável".

Em mensagem transmitida pela televisão, o presidente italiano, Carlo Ciampi, manifestou sua admiração pelo pontífice "por sua extraordinária abertura ao diálogo com diversas religiões e etnias". Além de qualificá-lo como "um verdadeiro apóstolo da paz no mundo inteiro", disse que João Paulo II marcou a história do século 20.

O último presidente soviético, Mikhail Gorbatchov, elogiou o papa falecido como "humanista supremo do planeta". O sumo pontífice "fez muito não só pelos católicos, mas para todo o mundo", salientou.

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