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Economia

Luta salarial à vista na Alemanha

Empregadores e sindicatos afiam suas facas para uma batalha salarial na Alemanha, com empregados pedindo aumentos e patrões tratando de reduzir empregos e ir para o exterior.

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Empregados da AEG deram início a uma greve na sexta-feira

O IG Metall, o poderoso sindicato dos metalúrgicos, anunciou oficialmente sua reinvidicação para o "circuito" salarial que está por vir. Previsto para começar no dia 8 de fevereiro, eles querem aumento de 5% para os 3,4 milhões de trabalhadores em diferentes indústrias, de carros a semicondutores. O setor metalúrgico está entre os maiores e mais importantes na Alemanha. Qualquer mudança nesse setor pode repercutir nos demais.

Seguindo a tradicional disputa que acompanha as negociações, os empregadores já descartaram a demanda do IG Metall como excessiva, irresponsável e impossível de financiar. A federação dos empresários do setor metalúrgico (Gesamtmetall), que já havia dito em dezembro que seria inaceitável dar um aumento superior a 1,2%, queixou-se que as companhias alemãs já têm que encarar os mais altos encargos salariais entre todos seus concorrentes.

Êxodo de empregos?

Warnstreik bei VW

IG Metall representa o setor metalúrgico da Alemanha

Aumentar os encargos salariais resultaria simplesmente em levar ainda mais empregos para fora do país, disse o presidente da Gesamtmetall, Martin Kannegiesser. O presidente da Confederação das Pequenas e Médias Empresas (BVMW), Mario Ohoven, também alertou para o "êxodo de empregos em larga escala na Alemanha". O presidente da Confederação dos Empregadores Alemães (BDA), Dieter Hundt, chama a demanda do IG Metall de "irresponsável", dizendo que eles enviaram o "sinal errado".

Porém, o IG Metall argumentou que "salários mais altos aumentam o poder de compras, o que revitaliza a economia". "Nossas demandas são financiáveis", disse o presidente do IG Metall, Jürgen Peters. "Em comparação com o faturamento, as companhias nunca pagaram salários tão baixos como agora", afirmou Peters.

Após anos apertando os cintos, sindicatos insistem que agora os empregados têm direito a uma fatia maior do bolo. Enquanto no passado os sindicatos aceitaram jornadas mais longas de trabalho e quase nada como recompensa, em troca da garantia de um emprego seguro na Alemanha, as empresas continuaram reduzindo empregos, mesmo que os lucros tenham atingido níveis recordes.

Restabelecer a economia

Com a maior economia da zona do euro finalmente parecendo ter decolado, os sindicatos vêem o aumento dos salários como o caminho para dar um impulso à demanda doméstica, que tem sido o principal obstáculo para a recuperação da economia.

Porém, os empregadores recusam-se a aceitar tais argumentos, uma vez que dois terços dos empregos na metalurgia dependem de exportações. Portanto, mesmo que consumidores alemães tivessem mais dinheiro nos bolsos, eles provavelmente não iriam gastar seu dinheiro em produtos alemães.

Dieter Hundt

O presidente da BDA, Dieter Hundt, disse que o IG Metall está passando o sinal errado

Com ambos os lados recusando-se a mudar de idéia, os próximos meses podem tornar-se em um inverno de descontentamento na Alemanha. Tradicionalmente, há quatro semanas de trégua durante as negociações salariais, nas quais é proibida qualquer manifestação nas indústrias. Mas se não se chegar a um acordo nesse período, é provável que haja greve.

Uma manifestação antecipada já ocorreu na última sexta-feira (20/01). Trabalhadores da fábrica de eletrodomésticos AEG começaram uma greve por tempo indeterminado em protesto contra planos da matriz sueca Electrolux de fechar a fábrica em Nurembergue e transferir a produção para o Leste Europeu.

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