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Economia

Luta antiterror não favoreceu a indústria alemã de armas

A aliança antiterror, após os atentados de 2001, não trouxe lucros à indústria alemã de armamentos, segundo informações do setor.

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Encomendas de equipamentos como o tanque "Dingo" (foto) são cada vez mais escassas

Apesar de o Exército alemão ter enviado tropas a países estrangeiros, como integrantes das ações da aliança antiterror após os ataques aos Estados Unidos, a indústria alemã de armamentos queixa-se de pouco lucro com os seus fornecimentos. O envio de tropas alemãs ao Afeganistão, Kuwait e África não resultaram em novas encomendas para a indústria alemã de armas. Empresas líderes do setor consideram a situação precária e conclamam o governo a fazer maiores investimentos em equipamentos bélicos.

Falta de pedidos – "Não é correto que os bons tempos da indústria bélica tenham despontado após os atentados de 11 de setembro", afirmou o porta-voz da Rheinmetall DeTec, Oliver Hoffmann, referindo-se especificamente à Alemanha. "Não há uma onda de pedidos, porque as verbas da Defesa não permitem isso", completou o porta-voz. Nem mesmo para o tanque de guerra "Fuchs" foram registradas novas encomendas. "Se a demanda fosse maior, não teríamos de reduzir o quadro de funcionários a cada ano", ponderou.

"Não houve crescimento das encomendas de equipamentos militares, após o 11 de setembro", confirmou também o porta-voz da empresa Krauss-Maffei Wegmann, Alexander Reinhardt. "Os investimentos são insuficientes", acrescentou. 80% dos veículos militares blindados já têm mais de 30 anos. Só foram registrados pedidos para o tanque utilitário do tipo "Dingo": "Este veículo foi desenvolvidos por nós, mesmo quando o governo não via necessidade de tais equipamentos."

Demissões – "A situação da indústria militar está muito ruim", resumiu o gerente da Sociedade Alemã de Técnica de Defesa, Hans Jüchtern. O número de empregados do setor caiu de 250 mil para 80 mil funcionários, num período de dez anos. "A falta de encomendas das Forças Armadas acaba com muitas firmas ou as faz mudar de ramo", completou Jüchtern.

Incertezas e falta de continuidade no plano de aquisições das Forças Armadas são as causas das dificuldades da indústria armamentista. As mais prejudicadas são empresas de médio porte, para as quais as encomendas oficiais muitas vezes são uma questão de sobrevivência, segundo Helmut Harff, da Comissão da Economia de Defesa na Confederação da Indústria Alemã.

Baixos investimentos – "Não estamos mal somente no estudo Pisa (sobre o setor educacional), mas também no que diz respeito à nossa segurança", acredita Harff. "A quota de investimentos na defesa está 23% abaixo do necessário. Este valor teria de ser elevado em, no mínimo, 30%", afirma Harff. São necessários 2,5 bilhões de euros a mais em despesas com a defesa, valor também mencionado pelo ex-inspetor-geral das Forças Armadas, Harald Kujat. Para 2002, o Ministério da Defesa dispõe de 24,4 bilhões de euros, devendo receber verbas em quantia equivalente em 2003.

As dificuldades do ramo bélico estendem-se também à pesquisa e ao desenvolvimento. Todo o potencial financeiro da indústria armamentista foi diluído em conseqüência do pequeno volume de encomendas, não permitindo mais os investimentos na área de pesquisa e de inovações.

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