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Brasil

"Lula terá os poderes necessários", diz Dilma

Em Brasília, presidente presidente nega trocas na equipe econômica e "especulações" sobre uso de reservas internacionais. "Tombini e Barbosa estão mais dentro do que nunca", afirma.

Após nomear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil nesta quarta-feira (16/03), a presidente Dilma Rousseff defendeu o "compromisso" dele com a estabilidade fiscal e o controle da inflação.

"O compromisso de Lula com a estabilidade fiscal é real, basta olhar a trajetória dele", afirmou em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto. "A vinda do Lula fortalece o meu governo."

Dilma também ressaltou que não pretende fazer trocas na equipe econômica do governo, nem utilizar reservas internacionais para aumentar os investimentos no país.

"Minha relação com o Lula não é uma relação de poderes ou superpoderes. Minha relação com ele é uma relação sólida, uma relação de quem constrói um projeto. O presidente Lula, no meu governo, terá os poderes necessários para nos ajudar", continuou Dilma.

Segundo a presidente, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, estão "mais dentro do que nunca do seu governo".

A presidente destacou que o acúmulo de reservas foi conquistado a "duras penas" e "com grande esforço" durante as últimas gestões do PT e que o assunto tem sido cercado de "especulações". Segundo Dilma, o tema só entraria em pauta para resolver problemas da dívida pública em caso de flutuações externas.

"Quando Lula assumiu o governo, nossas reservas não davam para pagar os vencimentos e as dívidas. Continuamos firmes com nossas reservas", afirmou.

O mercado financeiro teme que as mudanças no Planalto resultem em venda das reservas internacionais e quedas forçadas dos juros.

Em conversa com a presidente antes de aceitar o cargo, Lula disse que o governo precisa mostrar a empresários e à população que o país pode sair da recessão.

Investigações

Dilma rejeitou a ideia de que Lula entrou para o governo para receber foro privilegiado e se livrar de uma eventual condenação na Justiça Federal do Paraná, onde são conduzidas as investigações da Operação Lava Jato.

Segundo a presidente, essa interpretação tem a intenção de colocar em xeque a independência do Supremo Tribunal Federal (STF).

A presidente também defendeu o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, que é acusado em delação de Delcídio do Amaral de tentar comprar o silêncio do senador. "Acredito que Mercadante deu as explicações satisfatórias", disse Dilma.

KG/Abr/ots

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