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Esporte

Luizão, a esperança, amarga no banco de reservas

Conquistar a Copa do Mundo foi um grande desafio para o atacante Luizão. Agora, ele tem outra árdua tarefa pela frente: garantir um lugar no time titular do Hertha Berlim, seu clube alemão.

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Luizão jogou bem na seleção, mas não consegue repetir o desempenho em Berlim

Quando chegou ao Hertha Berlim, há cerca de dois meses, após exibir bom desempenho na seleção brasileira no campeonato mundial, Luiz Carlos Goulart, conhecido como Luizão, foi recebido com toda a pompa dispensada a uma estrela do futebol. Sua missão principal era dar novo impulso ao clube berlinense nesta temporada do Campeonato Alemão.

Sem marcar nenhum gol nos cinco primeiros jogos, Luizão perdeu a aura de "salvador do time" e viu seu destino mudar completamente. Sua única perspectiva é o banco de reservas. Pelo menos por enquanto.

"É só uma questão de tempo até que Luizão fique em forma", disse o diretor de futebol do Hertha, Dieter Hoeness, tentando amenizar a situação. A verdade, porém, é que o campeão mundial de 26 anos amarga no banco de reservas, sendo preterido pelo quase aposentado Michael Preetz, de 35 anos.

O técnico do Hertha, Huub Stevens, afirmou que Preetz e Luizão não combinam em campo. Para Hoeness, a questão agora é saber esperar. "Nós contratamos Luizão por quatro anos. A carreira de Michael Preetz será encerrada em breve."

A questão, entretanto, não está concentrada apenas no fato de os dois craques jogarem de tal forma que a escalação de ambos juntos seja inviável. O problema estaria no desempenho de Luizão, que ficou bem aquém do esperado.

Ele atua como se estivesse deslocado em meio aos colegas. Seu condicionamento físico também está abaixo da média do time e, em campo, não consegue driblar os adversários. Esses aspectos foram decisivos para que o técnico do Hertha optasse em remanejar o brasileiro para o banco de reservas.

"É claro que eu gostaria de ter jogado contra o Hamburgo e até fiquei surpreso quando o treinador não me convocou", declarou Luizão sobre o último jogo, no qual ficou sentado no banco durante os 90 minutos. "Mas eu aceito a decisão de Huub Stevens", completou com ar resignado.

Apoio e expectativa

Tudo leva a crer que o fato de o craque estar de molho não significa que haja algum clima de hostilidade ou desavença velada com a diretoria do clube. Tanto que, após a partida vitoriosa de 2 a 0 contra o Hamburgo, Hoeness e Stevens foram abraçar Luizão em evidente gesto de apoio ao atacante.

"Ele precisa ainda de uns três ou quatro meses até ficar no ponto. Eu não tenho a menor dúvida de que nos próximos anos Luizão nos dará muitas alegrias", garantiu o diretor do Hertha.

O brasileiro, que atuava no Grêmio de Porto Alegre antes de se transferir para o Hertha Berlim, receberá um salário anual de 2,5 milhões de euros, bem menos que os 3 milhões de dólares que recebia no clube gaúcho.

Jus à fama?

A estréia desastrada de Luizão na Alemanha faz lembrar da época em que passou pelo Deportivo La Coruña. Em 1997, ele assinou contrato com o clube espanhol, mas acabou voltando ao Brasil poucos meses depois, sem exibir bom futebol na Espanha.

Sua decisão impetuosa de abandonar o renomado La Coruña acabou lhe rendendo a fama de "sujeito difícil", imagem que Luizão insiste em negar desde que voltou à Europa.

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