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Economia

Lufthansa quer atrair passageiros de trem com ofertas baratas

Lufthansa reduz preço das passagens para vencer a concorrência de companhias aéreas baratas. A oferta mínima para vôos dentro da Alemanha será de 98 euros, ida e volta, a partir de 10 de setembro.

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Lufthansa declara guerra de preços a companhias aéreas baratas

"A onda de vôos baratos transformou o mercado aéreo num cenário de guerra", comenta Ralf Teckentrup, do departamento de gerenciamento de rede e marketing da Lufthansa. Através de um pacote de ofertas e tarifas mais flexíveis, a companhia alemã pretende garantir a lotação de seus vôos, aumentar a segurança de planejamento e elevar o faturamento.

Mais passageiros - Com sua nova política de preços, a Lufhansa reage à crescente concorrência de vôos baratos dentro da Alemanha e para outros países europeus. A expectativa é de aumentar em 5% a lotação dos vôos da companhia, que atualmente chega a 63%. Muitos aviões voam com apenas 30% a 40% de lugares ocupados. A companhia pretende gerar uma nova demanda e atrair quem costuma viajar de carro ou de trem.

Previsões otimistas – Em seu balancete semestral, divulgado na semana passada, a companhia fez um prognóstico lucrativo para este ano, após o prejuízo de 633 milhões de euros (depois de impostos) em 2001. O resultado operativo deverá chegar no mínimo a 500 milhões de euros, ao contrário da previsão anterior de 400 milhões de euros.

Novas tarifas – A oferta de 98 euros vale para até 200 mil lugares em vôos internos, que corresponde a 10% do tráfego da Lufthansa dentro da Alemanha. No entanto, tais passagens só são disponíveis para quem reservar com 12 semanas de antecedência. O preço mínimo de reservas pela internet caiu de 143 para 88 euros. O novo sistema de tarifas incentiva reservas fora dos horários de vôo mais concorridos. Além da redução de preço para reservas feitas com antecedência, a Lufthansa criou um sistema flexível de sete tarifas combinadas. A classe executiva não será atingida pelas mudanças tarifárias.

Melhor planejamento – Os vôos de ida e de volta podem ser reservados agora em diferentes categorias de preço. Nestes casos, a companhia não reembolsa o passageiro, se ele não fizer uso da passagem. Uma das metas é reduzir a taxa de reservas não utilizadas (No-Show-Rate), um fator dispendioso que dificulta o planejamento da capacidade dos vôos. Todo mês, cerca de 200 mil passageiros com reserva não comparecem aos vôos.

Outra concorrente – Ainda este ano, a Lufthansa terá uma nova concorrente no mercado. O conglomerado de viagens TUI, o maior do mundo, e a Berliner Airline Germania pretendem entrar juntos no mercado de vôos econômicos da Alemanha para outros países da Europa Ocidental. A nova companhia a ser criada vai começar com oito aeronaves, a partir do aeroporto Colônia / Bonn, conforme informações ainda não confirmadas pelas empresas.