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Economia

Lufthansa não vai mais pagar comissão a agências

Líder de mercado, a Lufthansa não pagará mais comissões pela venda de passagens na Alemanha. Agências de viagens terão de cobrar taxa própria de serviço. Novo modelo é recusado por 20%. KLM e Air France seguem o exemplo.

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Rede de agências da TUI assinou novo contrato por falta de alternativa

A crise no mercado internacional de aviação, mais a concorrência das companhias de baixo custo ( low costs), que só vendem bilhetes pela internet, levou a Lufthansa a impor novas condições às agências de viagens alemãs. A partir de setembro, não pagará mais as tradicionais comissões de 5% a 9% a quem vender suas passagens.

A companhia aérea fixará o preço de seus vôos e a ele caberá às agências acrescentarem uma taxa de serviço ao cliente que financie seus custos e lhes proporcione lucro. A parceira da Varig na Star Alliance sugere que os representantes cobrem entre 30 e 45 euros por bilhete. A medida deve estimular a concorrência entre as agências.

Aquelas que se recusaram a aceitar as novas condições terão seus contratos de representação rescindidos. Apesar da revolta dos agentes, a Lufthansa assegura que a adesão ao novo modelo corresponde a 80% de seu faturamento com a venda de bilhetes. Todas as grandes redes de agências teriam assinado os novos contratos, enquanto quase 700 independentes se recusaram, informa a companhia. O prazo terminou no sábado.

Adesão forçada, resistência anunciada

Mesmo as grandes redes admitem que vão se submeter às novas regras por falta de alternativa. "Fomos forçados a assinar por razões econômicas", afirma o grupo TUI, o maior do setor turístico alemão, dono de 460 agências, além de operadoras, companhia aérea própria e outras empresas. Ao devolver o novo contrato assinado, a TUI anexou uma carta advertindo que o fazia, mas ainda examinaria a legalidade da medida unilateral da Lufthansa.

A Federação Alemã das Agências e Operadoras de Viagens (DRV) não confia no índice de adesão apresentado pela companhia. "Achamos que os números estão maquiados", diz Christian Boergen, que acrescenta: "Mas mesmo que a Lufthansa perca apenas 20% de seus vendedores, isto pode tornar-se um problema, pois uma diferença de 2% no índice de ocupação dos aviões é decisiva para o sucesso econômico."

Embora afirme não estar por trás do boicote promovido de segunda a esta quarta-feira por centenas de agências à Lufthansa, a DRV anunciou que irá recorrer à Justiça contra o fim das comissões. Segundo a federação, se as agências são representantes comerciais da companhia, então precisam ser remuneradas por ela.

Temor de falências e desemprego

Ao todo, 4600 agências possuem atualmente licença da Lufthansa na Alemanha. Elas são responsáveis pela venda de 92% das passagens da companhia. Anualmente, os agentes arrecadavam 200 milhões de euros em comissões da Lufthansa, informa a DRV. Especialistas dizem que o chamado "modelo do preço líquido" permitirá a companhia economizar mais de 100 milhões de euros.

A federação, entretanto, teme que as conseqüências serão falências e desemprego no setor, tal como ocorreu na Escandinávia e nos EUA, onde o chamado "modelo do preço líquido" já foi introduzido. Segundo a DRV, nos Estados Unidos a mudança fechou um terço das agências e 55 mil postos de trabalho.

Iniciativa faz escola

Poucos dias após o anúncio da Lufthansa, as companhias holandesa KLM e francesa Air France seguiram o exemplo da alemã e anunciaram que também irão parar em outubro de pagar comissões às agências na Alemanha. "Temos de nos adaptar ao desenvolvimento de cada mercado nacional, a fim de manter nossa competitividade", justificou a Air France. A KLM planeja adotar o modelo de preço líquido também na Holanda em 2005.

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