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Economia

Lufthansa fechou 2001 com prejuízos

A Lufthansa não saiu ilesa do ano de perdas que foi 2001 para a aviação civil. Apesar de um prejuízo de mais de 700 milhões de euros, a linha aérea alemã conseguiu obter um lucro operacional de 20 milhões de euros.

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Jato da Lufthansa aterrissa em Frankfurt

Os atentados terroristas nos Estados Unidos e o desaquecimento da conjuntura fizeram com que a Lufthansa fechasse com números vermelhos seu balancete de 2001, o que acontece pela primeira vez em oito anos. O levantamento inicial aponta um prejuízo de 754 milhões de euros, frente a um lucro de 1,2 bilhão de euros em 2000. A maior companhia aérea alemã cancelou o pagamento de dividendos.

A ação da Lufthansa chegou a desvalorizar-se 5%, sendo a maior perdedora das 30 empresas cotadas no DAX, o índice da Bolsa de Frankfurt. Segundo os analistas, o prejuízo e mesmo o resultado operacional ficaram aquém das expectativas. Isso embora a linha aérea tenha conseguido obter um lucro operacional de 20 milhões de euros. No entanto, tal soma ficou muito distante do 1,04 bilhão de euros de lucro operacional em 2000.

Presidente já tem sucessor - "Comparado a perdas de bilhões de dólares de outras companhias aéreas, conseguimos atingir nosso objetivo que, em si, era bastante arrojado, de evitar um prejuízo operacional", disse o presidente da Lufthansa, Jürgen Weber, que deixará o cargo no ano que vem. Preparando a sua sucessão, o conselho administrativo da companhia aérea nomeou Wolfgang Mayrhuber como vice-presidente.

O ano 2001 foi, de fato, catastrófico para muitas companhias aéreas. Após os atentados nos EUA, várias tiveram prejuízos na casa dos bilhões de dólares. A Lufthansa chegou a desativar temporariamente 43 aviões após o 11 de setembro, entrando em acordo com os sindicatos sobre um pacote de contenção de gastos, a fim de evitar um prejuízo operacional.

Os prejuízos estão relacionados a "efeitos únicos". Por um lado, a Lufthansa investiu 1,3 bilhões de euros em 2001 para comprar o restante das ações da empresa norte-americana de catering, Sky Chefs. Também teve que pagar 500 milhões de euros de amortização e juros mais altos por créditos, além de reservar 180 milhões de euros de provisão para eventuais prejuízos da Sky Chefs na Escandinávia.

Uma "pérola" entre as companhias de aviação - Na avaliação de Thomas Meier, administrador de fundos da Union Investment, 2002 também será um ano difícil para as companhias. Contudo, ele considerou a Lufthansa "uma pérola" entre as linhas aéreas, indicando que é uma das mais bem administradas do mundo. Meier também elogiou a antecipação com que foi esclarecida a sucessão de Weber, não dando chance a especulações e incertezas no tocante ao próximo presidente.

A empresa alemã não fez previsão para este ano, limitando-se a indicar que a queda do número de passageiros em fevereiro já não foi tão drástica como nos meses anteriores. Em comparação com 2001, o número de passageiros diminuiu 9,2% em fevereiro, totalizando 3,1 milhões de pessoas. Esse dado alimenta a esperança de recuperação da demanda de viagens aéreas. A Lufthansa voltou a contratar pilotos e funcionários para trabalhar em terra.