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Cultura

"lostart.de" trabalha pela devolução das obras roubadas pelos nazistas

O site dos governos estaduais e federal promove uma ponte entre os museus e as vítimas da usurpação nazista.

As pretensões de poder do regime nazista não se limitavam aos campos político e militar: a cruz suástica devia também pairar sobre o campo cultural. Uma das medidas de Adolf Hitler e seus sequazes neste sentido foi ordenar a "coleta" de milhares de obras valiosas, para com elas encher museus de classe mundial.

Durante a Segunda Guerra, os nazistas compraram todo tipo de objetos nos mercados de arte alemão e internacional, assim como nos territórios ocupados. Outra fonte foram os bens confiscados dos perseguidos por razões políticas ou raciais.

Como uma parte significativa desses objetos ainda se encontra em museus da Alemanha, há alguns anos estas instituições realizam pesquisa intensa no sentido de revelar suas origens. A "pesquisa de proveniência" é uma tentativa de retraçar a origem dos objetos, para determinar se possuem um passado duvidoso ou não.

Ponte entre museus e proprietários

Mesmo após estabelecido que um objeto pertence à "arte roubada", continua a dificuldade de definir seus proprietários de direito ou seus herdeiros. Muitas famílias judias que conseguiram fugir da Alemanha espalharam-se por todo o mundo. É neste ponto que entra a internet. Desde 2000, o banco de dados do site "www.lostart.de" apresenta uma lista das obras transferidas durante a guerra ou usurpadas das vítimas do sistema.

O site é uma iniciativa conjunta do governo federal e dos estados alemães. Em entrevista a DW-World, Michael Franz, diretor do Departamento de Coordenação para Perdas Culturais, sediado em Magdeburg, declarou: "Para nós, o mais importante é que 'lostart.de' seja um instrumento de transparência, em nível nacional e internacional. E para tal a internet é o melhor meio. Este é o primeiro e talvez mais importante passo no sentido da devolução dos objetos, assim como da avaliação dos aspectos legais".

O Lost Art Database funciona em ambos os sentidos, permitindo tanto que os usuários registrem eventuais perdas culturais dentro de suas famílias, quanto aos museus divulgarem obras de proveniência dúbia em seus acervos.

Com menos de dois anos de existência, o site tem, pelo menos, uma história de sucesso para contar: "No verão de 2001 devolvemos uma pintura da assim chamada Linzer Liste, que contém cerca de 2200 objetos culturais localizados em museus alemães: um Adrian van der Velde retornou ao proprietário original", orgulha-se Franz.

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