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Cultura

Longas noites de cultura e lazer

Nascido na década de 90, o fenômeno tomou a Alemanha: "Lange Nacht der...". Por um ingresso único, acesso ilimitado às casas de cultura e arte de toda a cidade, durante toda uma – longa – noite.

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Longa Noite dos Museus em Frankfurt

Neste sábado (22/10) muita gente não vai pregar olho em duas cidades às margens do Rio Reno. Só que por excelentes motivos: em Colônia transcorre a Musiknacht (Noite da Música), sob o slogan "Colônia soa bem", enquanto Bonn tem sua primeira Kulturnacht, nova versão da já tradicional Longa Noite dos Museus.

Já faz alguns anos que as "longas noites" se tornaram parte inalienável da vida cultural alemã. Berlim, Bonn, Colônia, Düsseldorf, Frankfurt, Hamburgo, Hannover, Leipzig, Munique, Stuttgart: nenhuma cidade de um certo porte pode mais deixar de – até várias vezes ao ano – promover sua cena cultural em forma de uma maratona noturna. Segundo pesquisa recente, realizam-se 120 longas noites dos museus, em todo o país.

Iscas culturais

Erotikmuseum Hamburg Lange Nacht der Museum Hamburg

Museu de Erotismo, em Hamburgo

Quer os organizadores coloquem em foco museus, música ou teatro, a receita básica da "longas noites" é a mesma: comprando um único ingresso relativamente módico, os visitantes têm acesso livre a uma ampla gama de locais de cultura durante toda uma noite, em geral das 20 horas às três da manhã.

Assim, têm a oportunidade de "beliscar" (ou "farejar", como dizem os alemães) a programação de museus e casas de espetáculo onde – em condições e a preços normais – talvez jamais houvessem colocado os pés.

Se a experiência for positiva, está cumprida a finalidade da "longa noite": transpôs-se a barreira do desconhecido, despertou-se curiosidade, e o visitante possivelmente voltará, para assistir a peça até o fim ou admirar com calma a exposição. E a cultura ganhou mais um adepto.

Fruto da brasilianização?

Um fenômeno que certamente merece uma análise detalhada, a febre das "longas noites" começou a se espalhar pela Alemanha na década de 1990, possivelmente a partir de Berlim. Seu pendant francês são as Nuit Blanches de Paris, enquanto Amsterdã promove a museums-n8.

O analista econômico Helmut Höge, do jornal Tageszeitung, é impiedosamente preciso em sua cronologia: segundo ele, o fenômeno nasceu em Berlim em 1993, "simultaneamente com a 'brasilianização' neoliberal [!]". Cáustico, ele atribui a "avalanche de longas noites" aos esforços malignos de uma toda-poderosa agência de turismo berlinense.

Continue lendo sobre a atmosfera especial das "longas noites" e a criatividade nas programações exclusivas. >>>

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