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Mundo

Londres um ano após os atentados

Um ano após os atentados de Londres, que deixaram um saldo de 52 mortos, sobreviventes continuam esperando resultados das investigações oficiais e afirmam que o governo britânico fez pouco para proteger o espaço público.

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Vagões danificados e caos urbano

No dia 7 de julho de 2005, Rachel North ia da estação de metrô Kings Cross até a Russell Square, quando uma bomba explodiu a seu lado. O momento mudou sua vida, conta North hoje, um ano depois do ocorrido.

"Gostaria de nunca mais pensar nisso, poder ir ao trabalho, ao cabelereireio, sair de férias, fazer, enfim, tudo o que eu costumava fazer antes, sem ter que me lembrar daquele dia. Mas a verdade é que havia pessoas estraçalhadas ao meu lado", recorda North em entrevista à DW-WORLD.

North, que prefere dar seu depoimento usando um peseudônimo, deu início a um blog de sobreviventes do atentado, auxiliou na fundação do grupo de apoio Kings Cross United, e encaminhou uma petição online, com a intenção de forçar o governo a conduzir investigações públicas sobre o caso.

Correndo riscos

London Gedenktag Bombenanschläge

Um ano depois: memorial para as vítimas

"Não se trata de colocar a culpa em alguém ou numa ação política. As grandes questões da nossa época, como liberdade, medo e segurança, têm que ser debatidas publicamente, com a participação de todos. E mesmo que o governo não ache bom, somos nós que estamos arcando com os custos. Nós é que estamos correndo riscos em trens, ônibus e nas ruas todos os dias. Queremos saber o que aconteceu e por que aconteceu", diz North.

Encontrar respostas para essas perguntas é tarefa difícil. O governo britânico insiste em afirmar que uma investigação dessas iria sair cara demais e seria um desperdício de recursos no combate ao terrorismo.

Comunicação desastrosa

Russell Square in London nach Anschlägen wieder geöffnet

Russell Square reaberta após os atentados

Esclarecer o que aconteceu exatamente naquela tarde tumultuada de Londres há um ano atrás – quando quatro homens-bomba explodiram três trens da linha urbana de metrô e um ônibus de dois andares, deixando um saldo de 52 mortos e centenas de feridos – é apenas uma das reivindicações das vítimas.

A constatação de que os sistemas de comunicação da cidade desmoronaram, aumentando ainda mais o caos nas horas que se seguiram aos atentados, aumentou a sensação de frustração entre sobreviventes e especialistas em segurança.

"Já se sabia há 14 anos que os sistemas de comunicação não funcionam de maneira apropriada, mas as autoridades não dispenderam os recursos necessários para repará-los. As primeiras reações de base foram imediatas, mas os superiores pisaram na bola", diz Robert Ayers, analista de segurança da Chatham House, instituto de política externa sediado em Londres.

Nos dias e meses que sucederam ao atentado, as autoridades britânicas foram à caça de uma horda de conspiradores de todos os tipos, prenderam possíveis suspeitos e aprovaram leis, que, em tese, deveriam aumentar a segurança e ajudar os investigadores a encontrar supostos terroristas. Especialistas no assunto acreditam, porém, que os esforços do governo neste sentido foram vãos.

Medidas insuficientes

Terror in London

Especialistas depois das explosões: falta coordenação central

Ao contrário dos EUA, que depois do 11 de setembro iniciaram uma campanha antiterrorista mais bem coordenada e centralizada, os serviços britânicos continuaram à mesa, apontam especialistas.

"Há uma tentativa de cooperação, mas nenhuma organização com autoridade superior e nenhum orçamento ou administração central. E não houve uma melhoria na coordenação. Não se pode tomar instituições diferentes, que trabalham cada uma de um jeito, a partir de princípios diversos, e querer que elas respondam de forma eficiente num momento de caos", diz Ayers.

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