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Mundo

Londres promete respeitar embaixada equatoriana, refúgio de Julian Assange

A disputa diplomática entre Reino Unido e Equador pelo criador do site Wikilieaks assume um tom menos agressivo. Após dias de mal-estar crescente, diplomacias de ambos os países restabelecem o canal de diálogo.

O presidente equatoriano, Rafael Correa, informou que foram retomadas as conversações diplomáticas com o Reino Unido. O governo britânico garantiu, em comunicado oficial, que vai respeitar a imunidade diplomática da embaixada equatoriana em Londres. A situação reinstala contatos entre Londres e Estocolmo, na busca de uma solução para o caso de Julian Assange, fundador do Wikileaks, abrigado na embaixada do país sul-americano.

Correa acrescentou que, também no futuro, o Equador "não pedirá permissão a ninguém para o exercício de sua soberania e defenderá os direitos humanos de qualquer um que solicite". Na semana passada, o Quito anunciara oficialmente a decisão de conceder asilo a Assange, que reside na embaixada desde o dia 19 de junho.

O governo equatoriano acusava o Reino Unido de ameaçar violar a imunidade diplomática da representação do país em Londres para prender Assange.

Apoio da OEA

Após encontro em Washington, na sexta-feira (24/08), doze Estados da Organização dos Estados Americanos (OEA) ofereceram solidariedade e apoio ao Equador nas suas alegações de inviolabilidade de premissas diplomáticas. O Equador pediu para que os 34 países integrantes da OEA considerassem uma resolução ratificando a "inviolabilidade" de sua embaixada em Londres.

Estados Unidos e Canadá questionaram a relevância da questão para o organismo regional. Os países membros salientaram, entretanto, que é necessário diálogo entre Equador e Reino Unido para a resolução do impasse.

Antes da retomada das negociações, na reunião da OEA, o ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patino, classificou a suposta ameaça britânica como uma tentativa de violação a "soberania do Equador". Assange se refugiou na embaixada para escapar da extradição para a Suécia, onde teria que responder por supostos crimes sexuais.

O fundador do Wikileaks teme uma extradição para os Estados Unidos, onde é procurado por traição, após ter liberado diversos documentos secretos do Departamento de Estado norte-americano em seu site. O Reino Unido adiantou que vai negará salvo-conduto para Assange sair do país

MP/afp,dpa
Revisão: Augusto Valente

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