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Mundo

Logo após início de cessar-fogo, palestinos acusam Israel de ataque

Autoridades israelenses verificam alegação de que casa na Faixa de Gaza teria sido atacada. Cessar-fogo anunciado por Israel deve durar sete horas e permitir ajuda humanitária.

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Anúncio de trégua veio após ataque à escola da ONU na Faixa de Gaza, que deixou dez mortos

Imediatamente após o início de um cessar-fogo unilateral na Faixa de Gaza, anunciado por Israel, palestinos acusaram os israelenses de quebrá-lo, bombardeando uma casa na cidade de Gaza nesta segunda-feira (04/08). A trégua teve início às 4h (horário de Brasília) e deve durar sete horas.

Ashraf Al-Qidra, porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, disse que 15 pessoas ficaram feridas no ataque a uma casa no campo de refugiados de Shati, sendo a maioria mulheres e crianças. Segundo médicos palestinos, o número de feridos chegou a 30. Uma porta-voz do Exército israelense disse estar verificando a informação.

Israel havia anunciado o cessar-fogo temporário com o objetivo de facilitar o acesso de ajudantes humanitários e permitir que algumas das centenas de palestinos desalojados pelo conflito, que já dura quatro semanas, retornassem para suas casas.

O anúncio sobre o cessar-fogo foi recebido com desconfiança pelos membros do Hamas, grupo radical que controla a Faixa de Gaza. Para o Hamas, o cessar-fogo unilateral foi planejado com a intenção de "desviar a atenção dos massacres israelenses" em Gaza. Israel alertou que, se a trégua fosse quebrada, o Exército retomaria os ataques.

A decisão israelense veio na sequência de um ataque a uma escola administrada pela ONU, neste domingo, que matou dez pessoas. O ataque foi duramente criticado pelos EUA e pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que chamou o ato de "criminoso".

Segundo autoridades isralenses, a trégua valeria para toda a Faixa de Gaza, exceto áreas da cidade de Rafah, no sul, onde tropas haviam intensificado os ataques depois que três soldados israelenses morreram numa emboscada do grupo radical islâmico Hamas, na última sexta-feira. Rafah é a única área urbana em que tropas e tanques ainda estão presentes, tendo as demais sido retiradas durante o fim de semana, segundo Israel.

O número de mortos do lado palestino,desde o início da ofensiva israelense, em 8 de julho, já passou dos 1.800 e mais de 9 mil ficaram feridos, segundo as autoridades de Gaza. Do lado israelense, mais de 60 soldados morreram, assim como três civis.

LPF/rtr/dpa

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