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Mundo

Logística alemã nas Olimpíadas

Os Jogos Olímpicos não são apenas o ápice na carreira de desportistas, mas também um dos momentos mais importantes na história das empresas responsáveis pela logística do megaevento.

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Estádio Olímpico de Atenas: enorme trabalho nos bastidores

Elas estão longe das pistas de atletismo, das lentes dos fotógrafos ou dos sorrisos amarelos de políticos de plantão. Posicionadas nos bastidores, as discretas empresas de logística arcam com a nada leve responsabilidade de que tudo, em um evento enorme como as Olimpíadas, esteja no lugar certo, na hora exata. Se fazem seu trabalho direitinho, ninguém percebe. Se pisam na bola, é confusão na certa.

Cavalos, barcos e computadores

Este ano, é a alemã Schenker, uma subsidiária da Deutsche Bahn, que deverá garantir em Atenas que cavalos, barcos e computadores estejam pontualmente postados em seus devidos lugares.

O "caso dos eqüinos” é um bom exemplo da responsabilidade da logística durante os Jogos Olímpicos: mais de 200 animais deverão ser enviados a Atenas, a partir do aeroporto alemão de Münster/Osnabrück. Os cavalos provêm de mais de 32 países do mundo, entre eles Brasil, Estados Unidos e Nova Zelândia. E deverão participar das várias corridas por medalhas de ouro.

Tudo a tempo e a hora

A Schenker será a prestadora oficial de serviços durante as Olimpíadas. Para o evento, ela leva nada mais nada menos que seis toneladas de material a Atenas. “Transportamos tudo para os comitês olímpicos nacionais, aparelhos e equipamento esportivo, entre outros. Estimo que fomos os responsáveis pelo transporte de 75 a 80% de todo o material que chegou à Vila Olímpica”, diz Thomas Arvanitis, diretor de operações da Schenker.

Já em 1972, a empresa alemã havia assumido a responsabilidade pela logística nos Jogos Olímpicos de Munique. O mesmo aconteceu em 2000 em Sydney, para onde a Schenker chegou a enviar até mesmo um estádio inteiro de vôlei de praia. “O fator tempo é essencial. As pessoas querem receber o material pontualmente, no lugar certo e sem problemas. Temos que ser flexíveis e encontrar soluções, caso algo inesperado aconteça”, descreve Arvanitis o trabalho da Schenker.

Percursos longos e engarrafamentos

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Atenas: trânsito caótico

O atraso na conclusão das obras dos estádios foi um dos problemas enfrentados pela empresa na Grécia. Outro obstáculo são as distâncias a serem percorridas entre os locais de competição, espalhados em um raio de 70 quilômetros. São longos percursos enfrentados no trânsito caótico de Atenas, com boas possibilidades de engarrafamento.

Para assegurar que barcos, computadores ou câmeras de televisão cheguem a tempo a seus respectivos destinos, a Schenker vem planejando com bastante antecedência. “Há dois anos e meio, começamos a construir nossa estrutura, dividida em módulos. Chegamos ao ponto de termos criado, nos últimos seis meses, uma equipe internacional de 70 pessoas trabalhando apenas em Atenas”, conta Arvanitis.

A primeira prova de fogo para a Schenker será a abertura dos Jogos, no dia 13 de agosto. Para este dia D, a empresa forneceu tanto os alto-falantes, quanto outros tipos de equipamento eletrônico. “Quando passar a cerimônia, poderemos começar a respirar fundo”, conclui o estressado Arvanitis.

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