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Alemanha

Localizando ondas gigantes

A existência de ondas enormes, de 50 metros de altura, era considerada produto da imaginação dos marinheiros. Agora, satélites da Agência Espacial Européia comprovam que as ondas gigantes existem.

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Existem ondas bem maiores

Mais de 200 navios cargueiros afundaram nas últimas duas décadas. Alguns deles podem ter sido vítimas de ondas gigantes de até 50 metros de altura, segundo estudo realizado pela Agência Espacial Européia (ESA). A constatação é resultado de dados colhidos pelos satélites ERS-1 e ERS-2, responsáveis pelo controle rotineiro do oceano.

Os satélites fazem parte do projeto MaxWave, idealizado e mantido por um consórcio de 11 organizações de seis países da União Européia. Um de seus objetivos é descobrir se as ondas gigantes realmente podem ser responsáveis pelo desaparecimento de navios.

"A cada semana afundam, em média, dois navios grandes" revelou Wolfgang Rosenthal, do Centro de Pesquisas GKSS, na Alemanha, lembrando que a causa quase nunca é investigada com a mesma rigidez que ocorre em um acidente aéreo. No caso dos navios, a causa "geralmente é atribuída ao mau tempo", disse Rosenthal.

Elas existem, sim

A maioria dos especialistas reconhece a existência de ondas gigantes mas considera esta uma hipótese absurda para justificar o desaparecimento de navios já que estes fenômenos só aconteceriam uma vez a cada 10 mil anos. Os dados mais recentes desmontam esta teoria e atestam que estas ondas, conhecidas como tsunami, estão presentes no oceano com uma freqüência bem maior do que se supunha.

ERS-2 satellit ESA

satélite ERS-2

Tudo graças aos satélites em órbita que conseguem fotografar grandes áreas do oceano. A cada duzentos quilômetros o ERS-1 E ERS-2 registram superfícies de dez por cinco quilômetros. Os resultados são surpreendentes: no ano de 2001, em um espaço de apenas três semanas, foram identificadas dez ondas gigantes com mais de 25 metros de altura. "Com isto provamos que as ondas gigantes existem de fato", afirmou Rosenthal. "O próximo passo é analisar se elas podem ser previstas antes de surgirem no oceano".

Maior conhecimento

A próxima etapa da pesquisa é colocar em prática o projeto WaveAtlas. Os cientistas utilizarão as fotos de dois anos tiradas pelos satélites para montar uma espécie de atlas identificando o local onde ocorre o surgimento das ondas gigantes. A partir daí, será feita uma análise estatística que pode ajudar a mostrar as regiões em que elas aparecem com maior freqüência e também se existe uma certa regularidade que permitiria prever este fenômeno.

Este tipo de estudo é muito importante, entre outros, para a indústria naval e empresas petrolíferas. Até agora, as embarcações e plataformas foram construídas para suportar ondas de no máximo 15 metros de altura.

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