Lobista de armas condenado a oito anos por sonegação fiscal | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 05.05.2010
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Alemanha

Lobista de armas condenado a oito anos por sonegação fiscal

Karlheinz Schreiber foi condenado a oito anos de prisão por sonegação de impostos. O tribunal concluiu que ele deixou de pagar ao fisco 7,3 milhões de euros referentes a comissões pela venda de aviões e tanques.

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Karlheinz Schreiber

O comerciante alemão de armas Karlheinz Schreiber, pivô do escândalo de doações ilícitas que abalou a União Democrata Cristã (CDU) no ano 2000, foi condenado nesta quarta-feira (05/05) a oito anos de prisão por sonegação de impostos.

O Tribunal Regional de Augsburg concluiu que Schreiber, de 76 anos, deixou de pagar ao fisco 7,3 milhões de euros referentes a comissões em negócios de venda de aviões e tanques.

Schreiber é uma das figuras-chave do escândalo de doações ilícitas que fez rolar cabeças na CDU, dois anos após a derrota do então chanceler federal Helmut Kohl nas eleições de 1998.

Os investigadores bávaros descobriram em 1999 que o comerciante de armas entregou uma mala com 1 milhão de marcos alemães ao antigo tesoureiro da CDU, Walther Leisler Kiep, entrementes falecido.

Financiamento ilegal do partido de Kohl

O próprio Helmut Kohl teve de renunciar à presidência honorária da CDU, por causa das ondas de choque do caso Schreiber. Na época, o atual ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, também deixou a presidência do maior partido alemão, sendo substituído pela atual chanceler federal, Angela Merkel.

Schäuble mentira ao Parlamento, ao negar que, em 1994, também teria recebido uma doação de 100 mil marcos (cerca de 50 mil euros) de Schreiber para a CDU.

No ano seguinte, Schreiber fugiu para a Suíça antes de uma busca judicial em seu apartamento na Baviera, e em 1999 emigrou para o Canadá, conseguindo evitar a sua extradição durante 10 anos.

O Ministério Público de Augsburg acusou Schreiber de ter embolsado 33 milhões de euros em comissões nas vendas de aviões e blindados entre 1988 e 1993 à Tailândia, ao Canadá e à Arábia Saudita, por meio de um sistema de firmas fictícias.

RW/lusa/dpa
Revisão: Augusto Valente

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