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Alemanha

Livro resgata as origens do biquíni

A jornalista alemã especializada em moda e cultura Beate Berger acaba de lançar um livro em que relata o escândalo no lançamento do biquíni e a história do maiô de duas peças.

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Capa do livro de Beate Berger sobre a história do biquíni

Engana-se quem pensa que o biquíni foi criado no Brasil ou em qualquer outro país tropical.

Atompilz über dem Bikini-Atoll

A primeira explosão atômica em julho de 1946 no atol de Bikini

Ele foi inventado pelo estilista francês Louis Réard, que o batizou com o nome do pequeno atol de Bikini, no Pacífico, onde os norte-americanos fizeram os primeiros testes atômicos, após a Segunda Guerra Mundial, em primeiro de julho de 1946.

Lançado em 26 de julho de 1946, o biquíni causou tanta euforia e polêmica, que chegou a ser chamado por um jornal da época de "quatro triângulos de nada".

Com a intenção de contar a história deste maiô de duas peças, a jornalista Beate Berger, de Colônia, lança o livro Bikini – Eine Enthüllungsgeschichte (Biquíni – Uma História Reveladora).

São 271 páginas, onde a especialista em moda relata o lançamento e a história desta revolucionária criação, um traje de banho que mais parecia um conjunto de calcinha e sutiã.

Beate ainda lembra-se do seu primeiro biquíni: "Um encanto em vermelho e branco, de helanca e bojo de borracha", conta.

Além de Réard, o estilista Jacques Heim imaginou um traje de banho de tamanho reduzido, dando ao modelo o nome de átomo. Embora mais conhecido que o colega Réard, que chegou ao estilismo de moda através da engenharia mecânica, Heim passou a ser citado como coadjuvante no lançamento do biquíni.

Beate Berger, nascida em Colônia no ano de 1959, é jornalista especializada em moda e cultura. Escreve atualmente para as revistas Vogue, Glamour, Marie Claire, nos jornais Die Zeit e Frankfurter Allgemeine Zeitung.

Novidade escandalosa

Como usar esta "roupa íntima" em praias e piscinas? Na década de 40, um escândalo até para as mais liberais, tanto que o estilista francês não conseguiu que nenhuma modelo pousasse com a novidade para os fotógrafos de moda.

A única a encarar o desafio foi a stripper Micheline Bernardini, fotografada com o primeiro biquíni na borda de uma piscina em Paris, modelo em algodão com estampa de uma página de jornal, bem comportado se comparado aos modelos de hoje em dia.

Os primeiros biquínis, em grande maioria com estampas florais, causavam entusiasmo e, ao mesmo tempo indignação, principalmente dos setores mais conservadores.

O Vaticano, por exemplo, chegou até mesmo a divulgar uma nota, assinada pelo Papa Pio 12, contra o uso destas peças por mulheres católicas.

Popularização começa com força nos anos 60

Na década de 50, o biquíni passa a entusiasmar as artistas francesas, como a atriz Brigitte Bardot, que em 1956, usou um modelo xadrez enfeitado com babadinhos no filme E Deus Criou a Mulher.

Halle Berry im Bikini

A atriz Halle Berry em filme de James Bond

Entretanto, o biquíni só começa a ficar popular no Brasil, Europa e EUA nos anos 60 em razão da revolução sócio-cultural da época, sendo uma forma de as mulheres expressarem a liberdade em busca da indepedência.

A imagem sensual da atriz suíça Ursula Andress dentro de um poderoso biquíni, em cena do filme 007 contra o Satânico Dr. No (1962) entrou para a história da peça.

Em 1964, o designer norte-americano Rudi Gernreich dispensou a parte de cima do traje e fez surgir o topless, numa ousadia ainda maior.

No Brasil, esta moda não fez tanto sucesso quanto em praias da Europa, mas mesmo assim o prefeito de São Paulo da época, Prestes Maia, chegou a proibir o uso do topless em piscinas públicas.

Ousadia brasileira, conservadorismo europeu

Apesar de o biquíni ter sido criado e usado primeiramente na França, o Brasil comercializa, desde os anos 80, uma gama de modelos mais variados e, sem dúvida, menores e mais ousados que os europeus.

Criatividade é o que não falta na moda praia brasileira. Asa-delta, lacinho nas laterais, sutiã cortininha, com bojo ou arame e fio dental são algumas das opções em diversas cores e estampas.

Os europeus já aderiram a alguns modelos, cores e tecidos da moda brasileira, mas ainda mantêm os cortes grandes e pouco sensuais.

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