1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Lista de Ahmadinejad para cúpula de países não-alinhados causa polêmica

Irã convidou para comferência do Movimento dos Países Não-Alinhados o chefe da organização palestina Hamas. Isto poderá reduzir a importância do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, no evento.

Titel: Mahmoud Ahmadinedjad , Staatspräsident der Islamischen Republik Iran Quelle: Agentur ILNA

Mahmud Ahmadinedschad

A lista de convidados para a décima-sexta cúpula do Movimento dos Países Não-Alinhados, que acontece a partir deste domingo (26/08), em Teerã, tem potencial explosivo. O presidente anfitrião Mahmoud Ahmadinejad deve colocar na mesma mesa o presidente da Síria, Bashar al-Assad, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e o chefe da organização palestina Hamas, Ismail Hanija.

Os últimos participantes foram definidos pelo presidente iraniano um pouco antes do encontro de seis dias, conforme noticiou a agência estatal IRNA. Assim, Ahmadinejad pode desencorajar a presença de outros convidados, especialmente do presidente da Autoridade Nacional Palestina. Quando foi convidado por Teerã para a cúpula, há dois meses, Abbas disse que participaria do encontro como o único representante do povo palestino.

Apoio ao Hamas e a Assad

Mas por que o governo iraniano resolveu convidar os opositores de Abbas na última hora? Observadores políticos interpretam isso como um sinal de que a liderança iraniana mudou sua opinião sobre quem deveria representar os palestinos internacionalmente. O Irã dá apoio político ao Hamas, enquanto o Ocidente enxerga a organização como terrorista. Tanto o Irã quanto a organização palestina combatem a existência do Estado de Israel.

Outro convidado também poderia não ser bem-vindo: o presidente sírio Bashar al-Assad. Conforme serviços secretos, tanto Assad como o Hamas teriam o apoio do Irã por uma questão de honra. O governo do Irã acredita que a Síria faz parte de uma aliança contra o Ocidente, que conta também com a presença do Hisbolá no Líbano.

Ban contrariou Estados Unidos e Israel

Além disso, um terceiro convidado para a reunião de cúpula é motivo de discussões. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, aceitou o convite de Teerã, ignorando a objeção de Israel e Estados Unidos. Os dois países tentaram persuadir Ban a boicotar o encontro. Por trás dessa manobra está a tentativa do Ocidente de isolar diplomaticamente o Irã e afetar a economia do país com sanções.

United Nations (UN) Secretary-General Ban Ki-moon speaks at a joint news conference with Britain's Foreign Secretary William Hague, not pictured, at the Foreign Secretary's official residence in London Friday July 27, 2012. Ban said he was deeply concerned about reports of the possible use of chemical weapons by Syria, and demanded the government state it would not use them under any circumstances. (Foto:Ki Price/AP/dapd)

Ban quer discutir segurança global

Ban Ki-moon quer viajar a Teerã para abordar temas importantes na agenda da segurança global, como a ameaça de Teerã contra Israel e a preocupação gerada pelo programa nuclear iraniano. A viagem dele vale como uma resposta às tentativas de isolamento promovidas por Israel e Estados Unidos.

Posição iraniana ganha força

O Movimento dos Países Não-Alinhados é formado por 120 Estados que não constituem uma aliança militar. Foi fundado por 25 países em 1961, com o objetivo primordial de lutar contra o imperialismo, o racismo e a corrida armamentista, assim como promover dissolução da bipolaridade do mundo. Após o fim do colonialismo e da Guerra Fria, o encontro que acontecia de três em três anos perdeu o significado.

Ahmadinejad quer mudar isso. Ele espera atrair maior atenção internacional para o Irã nesta edição do encontro. A cúpula do Bloco dos Países Não-Alinhados começa com o encontro dos vice-ministros. Na terça-feira, os ministros do Exterior devem compor a mesa de discussões e, na quinta-feira, será a vez dos chefes de Estado.

MP/dpa/rtr
Revisão: Alexandre Schossler

Leia mais