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Economia

Lipobay ainda afeta balanço da Bayer

Um ano e meio após retirar do mercado seu medicamento Lipobay, a Bayer ainda enfrenta os riscos e efeitos colaterais do escândalo envolvendo o remédio para baixar o colesterol.

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8400 queixas na Justiça por causa do medicamento Lipobay

Suspeito de estar relacionado à morte de cem pessoas, o Lipobay motivou uma avalanche de processos contra a indústria química alemã, principalmente nos Estados Unidos. "Atualmente as queixas somam 8400", anunciou o presidente da Bayer, Werner Wenning, ao apresentar o balanço de 2002. Desse total, 4600 seriam queixas idênticas do mesmo escritório de advocacia, sem especificar os danos causados pelo medicamento também conhecido como Baycol.

Wenning, porém, está confiante de que, na maioria dos casos, ficará comprovado que não há relação entre o remédio e os danos alegados. Nesse meio tempo, a Bayer fechou acordos extrajudiciais com 500 pessoas, pagando 140 milhões de euros de indenizações.

Incertezas levam a queda recorde da ação

Dentro em breve deverá sair a sentença no primeiro processo de indenização movido contra a indústria alemã no Texas (EUA). Seu presidente admitiu que as indenizações podem custar grandes somas à Bayer e ultrapassar os seguros da empresa por conta de riscos de garantia. Mas como isso é imprevisível, Werner Wenning não vê necessidade de fazer novas provisões. Ao mesmo tempo, ele reiterou que a Bayer agiu de forma responsável. Devido às incertezas, a ação da Bayer perdeu cerca de 50% do seu valor desde o início do ano. Nesta quinta-feira, temporariamente ela chegou a ser negociada abaixo de 10 euros, um novo recorde de queda.

O escândalo do medicamento e outros fatores fizeram com que 2002 fosse o segundo "ano negro" seguido para a Bayer, que registrou uma queda de 46% do lucro operacional (989 milhões de euros), excluidos os efeitos extraordinários. No último trimestre o resultado chegou a ser negativo, mas isso devido a amortizações relacionadas à compra da Aventis CropScience. O faturamento diminuiu 2,2% para 29,6 bilhões de euros. Somente graças à venda de empresas e participações, entre elas a fábrica de inseticidas Autan, a Bayer conseguiu fechar o balanço com um lucro de 1,1 bilhão de euros.

Corte de empregos continuará

As perspectivas para 2003 são melhores. A Bayer pretende aumentar a rentabilidade e seu lucro operacional, tendo conseguido um bom resultado nos primeiros meses do ano. A solução de questões estratégicas é considerada prioritária. A diminuição das dívidas líquidas, que em 2002 caíram para 8,9 bilhões de euros, deve prosseguir este ano. A meta é reduzi-las a 7 bilhões de euros.

O corte de empregos para redução de custos será acelerado. Até 2005 a Bayer pretende suprimir 15 mil empregos em todo o mundo. Em 2002 foram cortados mais de 3600, este ano o enxugamento prossegue com mais 6000. As medidas são imprescindíveis para garantir a capacidade de concorrência da empresa, ressaltou Wenning. No final de 2002, a Bayer tinha cerca de 123 mil funcionários.

As esperanças da divisão farmacêutica em 2003 são depositadas no Levitra, a pílula da potência que pretende fazer concorrência ao Viagra, no antibiótico para doenças das vias respiratórias Avelox. Com produtos farmacêuticos a Bayer faturou 3,7 bilhões de euros em 2002, 20% a menos do que no ano anterior.

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