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Mundo

Liberais vencem primeira eleição democrática na Líbia pós-Kadafi

Aliança das Forças Nacionais, do ex-primeiro-ministro Jibril, obteve 39 dos 80 assentos destinados a partidos. Islamistas conquistam 17 lugares. Divisão de forças segue incerto, pois há 120 deputados independentes.

Os liberais foram o partido vencedor da primeira eleição parlamentar realizada na Líbia após mais de 40 anos do regime ditatorial liderado por Muammar Kadafi. A comissão eleitoral anunciou na noite desta terça-feira (17/07) que a Aliança das Forças Nacionais obteve 39 cadeiras dos 80 assentos reservados aos partidos políticos no Parlamento.

Com 17 assentos, o Partido da Justiça e Reconstrução, comandado pela Irmandade Muçulmana, ficou em segundo lugar. As 24 cadeiras restantes foram para os cerca de 20 pequenos partidos, com base regional, em sua maioria.

Mas a futura divisão de forças na assembleia continua indefinida, porque os outros 120 assentos que compõem o Parlamento de 200 deputados são reservados a candidatos independentes. Ainda não se conhece a orientação política deles.

Os dois principais partidos já tentam atrair o apoio dos partidos menores e candidatos independentes para obter a maioria de dois terços, necessária para a aprovação de decisões importantes na Assembleia Nacional. Ela deverá substituir o Conselho Nacional de Transição e definir um governo de transição até que seja outorgada uma nova Constituição.

Wahlen in Libyen Autokorso

Eleitor faz o símbolo da vitória durante a primeira eleição livre na Líbia

Mulheres na Assembleia Nacional

Liderada pelo ex-primeiro-ministro líbio Mahmud Jibril, a Aliança das Forças Nacionais é composta por cerca de 60 partidos e políticos. A coalizão defende um Islã moderado, o liberalismo econômico e uma abertura para o Ocidente. Jibril pretende fechar uma aliança ainda maior, mas o líder dos islamitas, Mohamed Sawan, já declarou estar otimista de que grande parte dos independentes vá se unir a seu partido.

O novo Parlamento contará com 33 deputadas, o que representa 16% dos assentos. Isso foi possibilitado através de uma regra que obrigou todos os partidos a incluir, alternadamente, mulheres e homens em suas listas partidárias. No entanto, somente uma candidata independente foi eleita no pleito de 7 de julho último. Segundo a comissão eleitoral, a participação dos eleitores foi de 62%.

Otan parabeniza

Os resultados finais foram anunciados na noite desta terça-feira numa cerimônia em Trípoli, na qual estavam presentes o presidente do Conselho Nacional de Transição, Mustafá Abdel Jalil, o chefe de governo interino, Abdel Rahim al-Kib, como também diversos diplomatas estrangeiros. Partidos e políticos têm agora duas semanas para questionar os resultados.

Após a divulgação dos resultados, a Otan parabenizou o país da África do Norte. "Esta eleição é um passo impressionante na transição da Líbia para a democracia, após 40 anos de ditadura", declarou o secretário-geral da Aliança Atlântica, Anders Fogh Rasmussen, nesta quarta-feira em Bruxelas.

As últimas eleições nacionais ocorreram sob o governo do rei Idris, deposto em 1969 por Muammar Kadafi. O ditador líbio foi derrubado em agosto do ano passado, tendo sido morto em 20 de outubro de 2011, em circunstâncias não esclarecidas, na sua cidade natal, Sirte, quando estava fugindo das forças rebeldes.

CA/dpa/afp/rtr
Revisão: Alexandre Schossler

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