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Mundo

Liberais vencem eleições acirradas na Holanda

Primeiro-ministro Mark Rutte deve agora buscar uma coalizão com os arquirivais do Partido Trabalhista, que alcançaram o segundo lugar nas eleições. Eurocéticos são os maiores derrotados.

O partido liberal VVD, do primeiro-ministro Mark Rutte, venceu as eleições antecipadas na Holanda e deverá agora buscar uma coalizão com o segundo colocado, o Partido Trabalhista (PvdA, na sigla original), de viés social-democrata.

Com mais de 98% dos votos apurados, os liberais conquistaram 41 das 150 cadeiras do Parlamento, ficando duas cadeiras à frente dos trabalhistas, segundo resultado divulgado na manhã desta quinta-feira (13/09). Estes passaram de 30 para 39 cadeiras.

De forma surpreendente, o Partido da Liberdade, do populista de direita Geert Wilders, foi o grande derrotado nas eleições, perdendo 9 das 24 cadeiras que detinha no Parlamento. O resultado dissipou temores de fortalecimento do partido eurocético no país, considerado chave para a zona do euro.

"Nós lutamos essa eleição casa a casa, rua a rua, cidade a cidade, e eu estou orgulhoso. Amanhã darei os primeiros passos para a formação do gabinete", declarou Rutte na noite desta quarta-feira, após o social-democrata Diederik Samsom reconhecer a derrota.

A coalizão com os rivais trabalhistas é o próximo desafio de Rutte. Embora pró-europeus, os dois partidos têm grandes divergências nas suas políticas fiscal e social. A união deles seria algo incomum no país, onde coalizões de três ou quatro partidos são usuais e as negociações para a formação de uma coalizão podem demorar meses.

"Ninguém sabe exatamente o que vai acontecer amanhã [quinta-feira], mas uma coisa é certa. O rumo das coisas pode mudar. As coisas precisam mudar porque as políticas de direita dos últimos dois anos não podem continuar", declarou o social-democrata Samson, abrindo a possibilidade de que, desta vez, as negociações sejam bem-sucedidas e rápidas.

Esta foi a quinta vez em dez anos que os holandeses foram chamados às urnas para eleições legislativas.

HWC/rtr/dpa
Revisão: Alexandre Schossler

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