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Alemanha

Liberais alemães rechaçam o anti-semitismo, mas criticam Israel

A polêmica em torno às acusações de anti-semitismo contra alguns dos seus integrantes marcou o segundo dia de convenção do Partido Liberal Democrático (FDP), quando foram tratadas sobretudo questões da política exterior.

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Wolfgang Gerhardt é candidato potencial ao cargo de ministro das Relações Exteriores

O Partido Liberal Democrático (FDP) está tradicionalmente ligado à política externa da República Federal da Alemanha. Durante quase trinta anos, políticos liberais estiveram à frente do Ministério alemão das Relações Exteriores: Walter Scheel, Hans-Dietrich Genscher e, por último, Klaus Kinkel. Seguindo esta tradição, a política exterior assume um papel importante na plataforma eleitoral do FDP.

Contudo, críticas ferinas ao primeiro-ministro israelense Ariel Sharon suscitaram acusações de anti-semitismo contra alguns próceres liberais, principalmente contra o líder do partido no Estado da Renânia do Norte-Vestfália, Jürgen W. Möllemann. O político renano refutou energicamente as acusações, mas manteve suas críticas à política de Sharon, cuja política a seu ver não busca "a compensação e o entendimento pacífico, mas sim os seus próprios interesses nacionais".

Candidato a ministro

O orador principal da convenção partidária, no tocante à política externa, foi o atual líder da bancada do FDP no Parlamento federal e ex-presidente do partido, Wolfgang Gerhardt. A ele coube a explanação dos pontos básicos da plataforma liberal para a atuação internacional da Alemanha, o que confirmou também o seu papel de candidato potencial a ministro das Relações Exteriores, caso os liberais venham a integrar o próximo governo alemão.

Também Wolfgang Gerhardt rechaçou inteiramente as acusações de anti-semitismo contra integrantes do partido. Segundo ele, no FDP não há lugar para nenhum tipo de atividade antijudaica. Gerhardt defendeu, de forma peremptória, o direito de existência de Israel dentro de fronteiras seguras. Reafirmou, ao mesmo tempo, o direito do povo palestino a um Estado próprio. Mas condenou com veemência qualquer tipo de terrorismo. Segundo ele, nada justifica o recrutamento de terroristas suicidas para o assassinato de pessoas inocentes.

Wolfgang Gerhardt reservou a si e a seu partido, contudo, o direito criticar a política do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon. As críticas, afirmou, não se voltam contra o povo israelense, mas sim contra a política governamental. As cenas de tanques de guerra destruindo as casas dos palestinos e deixando as famílias ao desabrigo, a recusa de uma sindicância internacional dos acontecimentos no campo de refugiados de Jenin – nada disto convence os amigos de Israel no resto do mundo, afirmou Gerhardt.

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