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Alemanha

Liberais acentuam autonomia do partido

Guido Westerwelle, presidente do Partido Liberal, saiu fortalecido da tradicional convenção que os liberais realizam todos os anos no Dia de Reis, reconquistando o apoio dos correligionários.

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Guido Westerwelle em meio aos líderes do Partido Liberal ao encerrar a convenção

A data tem um significado especial para os liberais da Alemanha: todos os anos, o Partido Liberal Democrático (FDP) realiza uma convenção a 6 de janeiro, dia dos Três Reis Magos. Desta vez, estavam sendo esperadas com ansiedade especial as palavras de Guido Westerwelle, que de uns meses para cá vinha sendo alvo de críticas.

Correligionários atribuíam ao presidente do partido a culpa pelo péssimo desempenho dos liberais nas eleições para o Parlamento federal, em setembro, bem como falta de pulso firme no conflito desencadeado pelo polêmico Jürgen Möllemann. O então vice-presidente do FDP em nível federal e presidente do diretório estadual da Renânia do Norte-Vestfália desencadeou grande celeuma nacional com um flyer de conteúdo anti-israelense e financiado com doações ilegais que ele lançou durante a campanha eleitoral.

Olhar para a frente

Guido Westerwelle conseguiu sair fortalecido do encontro, com seu discurso claro em prol de maior concentração nos conteúdos do que na "embalagem" e maior autonomia do partido em relação às duas grandes agremiações políticas do país — o Partido Social Democrático, do chanceler federal Gerhard Schröder, e as Uniões Democrata-Cristã e Social-Cristã, da oposição.

Westerwelle pleiteia maior influência para a política liberal, na qual ele vê uma alternativa para os demais partidos. O FDP deve ter um perfil mais claro e definido, bem como manter sua independência em relação ao SPD e à CDU, não se deixando atrelar a nenhum deles por meio de compromissos de coalizão. A decisão de se aliar a um ou outro partido não pode ter influência nenhuma sobre a autonomia nem sobre a identidade do Partido Liberal, acentuou.

A posição de Westerwelle foi fortalecida ainda por outros líderes do partido, que fizeram um mea culpa, assumindo responsabilidade conjunta pela atual crise do Partido Liberal.

Outros partidos também se encontram

Os membros do diretório nacional e os líderes da bancada do Partido Social Democrático no Parlamento estão realizando igualmente um encontro, nesta segunda e na terça-feira, em Wiesbaden. No foco dos debates estão os planos de reforma dos social-democratas para a política econômica e social da Alemanha. O ministro da Economia, Wolfgang Clement, anunciou uma iniciativa em prol da "renovação da economia social de mercado", um programa de fomento para as pequenas e médias empresas.

Em Kreuth, na Baviera, por sua vez, vai se realizar de 7 a 9 de janeiro o encontro da União Social-Cristã. O presidente do partido, Edmund Stoiber, anunciou um programa próprio de cinco pontos para a solução dos problemas econômicos e sociais da Alemanha, adiantando ainda que pretende intensificar o trabalho de oposição à política da coalizão vermelho e verde que governa em Berlim.

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