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Mundo

Libéria registra morte por ebola não relacionada a surto na Guiné

Febre hemorrágica causada por vírus já fez mais de 90 vítimas na África Ocidental. Franceses temem contágio, devido a relações com ex-colônias, e colocam médicos e hospitais em alerta.

Na Libéria foi registrada mais uma provável vítima do vírus ebola, desta vez sem conexão aparente com o surto na Guiné. Segundo comunicou nesta quinta-feira (03/04) o Ministério da Saúde liberiano, um caçador da região de Nimba, no Leste do país africano, morreu da febre hemorrágica.

A região de Nimba, na fronteira com a Guiné, é coberta por uma mata tropical onde vivem numerosos animais transmissores do vírus. Segundo informações preliminares, o homem nunca esteve no país vizinho, nem teve contato com qualquer pessoa de lá.

O Ministério de Saúde da Libéria registra 14 casos de suspeita de ebola, seis dos quais, fatais. Na Guiné, a doença já matou dezenas: dos 134 casos de suspeita registrados desde janeiro, 84 foram fatais, estando confirmado em 35 deles o contágio com o vírus ebola. Há também registros em Serra Leoa e Gâmbia.

Na França, as autoridades de saúde colocaram médicos e hospitais em alerta, para que relatem qualquer indício de que o surto na África Ocidental possa ter chegado até o país, que mantém relações estreitas com diversas de suas ex-colônias na região. Imigrantes e funcionários de multinacionais viajam frequentemente entre os dois continentes.

Ebola Virus

Taxa de mortalidade do ebola chega a 90%, dependendo da cepa do vírus

O ebola é transmitido através do sangue e de outros fluidos corporais. Entre outros sintomas, os pacientes apresentam febre, dores musculares, diarreia e, nos casos mais graves, hemorragias internas e colapso dos órgãos vitais. Até o momento não existe vacina ou terapia para o ebola e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 25% a 90% dos casos a infecção é fatal, dependendo da cepa do vírus.

O vírus foi descoberto em 1976 na República Democrática do Congo. Desde então, a OMS já registrou 15 epidemias em países africanos, com mais de 1.300 mortes. Os últimos surtos epidêmicos ocorreram no Congo e Uganda, em 2012.

AV/afp/dpa/rtr