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Esporte

Leverkusen precisa ser campeão para segurar brasileiros

Clube teme perder Lúcio e Zé Roberto, caso não conquiste finalmente o Campeonato Alemão. Líder da Bundesliga dificilmente terá sucessor à altura para Ballack. Róbson Ponte pode voltar.

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Lúcio chama a atenção dos concorrentes desde sua estréia na Alemanha

Os seguidos tropeços do Bayer Leverkusen no Campeonato Alemão, que ameaçam fazê-lo perder novamente a liderança, começam a preocupar a direção do clube. De acordo com o diretor Reiner Calmund, o Leverkusen precisa mais do que nunca conquistar seu primeiro título da Bundesliga para que jogar no clube se torne uma meta para os melhores jogadores profissionais.

Calmund teme, especialmente, a perda dos brasileiros Lúcio e Zé Roberto. Sagrar-se campeão alemão não impedirá mais a saída do armador Ballack, já contratado pelo Bayern de Munique para a próxima temporada, mas poderá estimular os brasileiros a permanecerem no Leverkusen. "Fora Ballack, temos o futuro de todos os demais em nossas próprias mãos. Só admito liberar algum jogador se tivermos uma alternativa satisfatória", enfatiza o empresário.

Lúcio – Em Leverkusen, todos sabem que dificilmente se conseguirá manter Lúcio por muito tempo. Vários clubes europeus andam tentando seduzi-lo. E, como o grupo químico Bayer (proprietário do clube) enfrenta problemas econômicos e financeiros, não há como contar com novas injeções de dinheiro no futebol.

"Muitos desejam ter Lúcio, mas talvez ele queira ainda jogar um ou dois anos no Leverkusen", supõe Calmund, que não gostaria de vender o brasileiro "por dinheiro nenhum deste mundo". Ele acredita que a torcida não perdoará. "O que nos adianta receber, digamos, 70 milhões de marcos por Lúcio? As pessoas irão aplaudir inicialmente o bom negócio, mas logo vão nos jogar pedras caso a gente não ganhe mais partidas sem ele", raciocina o diretor. O zagueiro foi comprado ao Internacional-RS por 17 milhões de marcos há pouco mais de um ano.

França – Apesar de o Leverkusen fechar a temporada com, provavelmente, 40 milhões de euros de faturamento na Liga dos Campeões e da venda de Ballack, o Leverkusen não dá sinais de que vá investir em um nome à altura para substituir o armador, atual artilheiro do Campeonato Alemão. O único nome novo certo para a próxima temporada é o atacante França, já comprado ao São Paulo para suceder Kirsten, que deve pendurar as chuteiras. "Ele é uma máquina de gols", acredita Calmund.

Com orçamento menor do que outros grandes do futebol alemão, o Leverkusen segue preterido pelos melhores jogadores do país, que acabam reforçando a concorrência, como nos casos de Frings e Simak. O clube tenta agora atrair Bierofka, do 1860 Munique. "Se apresentarmos uma boa oferta financeira, ele vem", aposta Calmund.

Róbson Ponte – O treinador Klaus Toppmöller não esconde sua decepção. "Tinha a ilusão de poder formar um time de competitividade mundial no Leverkusen, mas já caí das nuvens. É frustrante", diz ele. "Não nos resta outra alternativa que não oferecer perspectivas para os novos talentos alemães", completa.

Na busca de soluções baratas, até já se especula a volta do brasileiro Róbson Ponte, emprestado ao Wolfsburg, no qual está brilhando. No Leverkusen, ele tivera atritos com o ex-treinador Berti Vogts e fora encostado. Mesmo assim, talvez seja demais imaginar que ele possa substituir Ballack à altura.

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