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Esporte

Leverkusen deixa escapar segundo título da temporada

Liga dos Campeões é a última esperança de coroar o ano de predomínio no futebol alemão. Derrotados consideram resultado justo. "Nossa defesa agiu como principiante." Final teve clima de despedida.

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Lúcio (esq.) perde a viagem em disputa aérea com Agali

Este foi o quarto título do Schalke na Copa Alemanha (1932-1972-2001-2002). Para chegar ao bicampeonato, o time da cidade operária de Gelsenkirchen, no Vale do Ruhr, começou eliminando a equipe amadora do Freiburg (1x0). Depois derrotou o Arminia Bielefeld (2x1), da segunda divisão.

Nas oitavas-de-final, despachou o Darmstadt 98 (1x0 na prorrogação), da Liga Regional Sul (terceira divisão). Nas quartas, bateu o Rot-Weiss Oberhausen (2x0), também da segundona. O caldo engrossou na semifinal, quando o defensor do título superou o Bayern de Munique (2x0 na prorrogação).

A vitória sobre o Leverkusen (4x2) na final da Copa Alemanha manteve a invencibilidade do Schalke sobre o adversário na atual temporada. Pelo Campeonato Alemão, o bicampeão da DFB-Pokal derrotou os "eternos vices" numa partida, tendo a outra terminado empatada.

Adeus – A conquista do bicampeonato coroa a passagem do técnico Huub Stevens à frente do Schalke. Foi a terceira final que o time disputou sob seu comando, tendo vencido todas as três. Além dos dois títulos consecutivos na Copa Alemanha, o holandês levou o Schalke à conquista da Copa da Uefa em 1998. A partir da próxima temporada, Stevens treinará o Hertha Berlim, de Marcelinho Paraíba e Alex Alves.

O holandês não foi o único a despedir-se. No próprio Schalke, o goleiro Reck, 37 anos, passa à reserva. No Bayer Leverkusen, o atacante Kirsten, 36 anos, vive situação semelhante e estará pré-aposentado na próxima temporada.

Derrota merecida – A goleada de 4 a 2 neste sábado tornou o resultado da final da Copa Alemanha incontestável. "Quando se joga como nós no segundo tempo, não se pode ganhar. Basta ver os gols. O segundo e o terceiro do Schalke foram uma catástrofe. A defesa não pode se colocar daquele jeito. Foi coisa de principiante", comentou o cabeça-de-área Carsten Ramelow.

"O empate no fim do primeiro tempo virou o rumo do jogo. Não conseguimos nos recuperar direito do choque", reconheceu Reiner Calmund, diretor de futebol do Bayer Leverkusen. "O Schalke mereceu a vitória no segundo tempo. Mas me dói muito não termos ganho a copa", admitiu o treinador Klaus Toppmöller.

Que venha o Real Madrid – Doer mesmo à torcida do Leverkusen vai ser a tripla ratificação do rótulo de "eterno vice". Depois de uma bela temporada, em que dominou o cenário nacional e surpreendeu no europeu, disputando os títulos das três competições de que participou, o Leverkusen corre o sério risco de terminar de mãos vazias.

Afinal, o único título que lhe resta tentar conquistar é exatamente o mais difícil. Na quarta-feira, o time de Lúcio e Zé Roberto encara o Real Madrid, de Roberto Carlos e Sávio, na final da Liga dos Campeões, em Glasgow (Escócia). Se fracassar, vai continuar fazendo sucesso o grande hit das arquibancadas alemãs deste ano: Ihr werdet nie deutsche Meister (Vocês nunca serão campeões alemães), cantado no ritmo latino de Guantanamera.

Um lembrete provocador das torcidas adversárias ao "eterno vice". O Bayer Leverkusen nunca conquistou o Campeonato Alemão (foi vice em quatro dos últimos cinco anos). A Copa Alemanha, uma vez, em 1993. A conquista do título europeu seria um cala-boca que viria bem a calhar...

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