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Alemanha

Leste Europeu lidera índice de suicídios

Um milhão de pessoas se matam por ano em todo o mundo. No Brasil, há mais homens do que mulheres entre os suicidas. Na Alemanha, 40 jovens tentam se matar por dia, mas só três conseguem.

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Ponte Goeltzschtal, perto de Reichenbach, na Alemanha, de onde pularam vários suicidas nos últimos anos

A cada 35 segundos, uma pessoa comete suicídio. Apenas na Alemanha, há alguém se matando a cada 45 minutos. Suicídios perfazem 2% de todas as causas mortis no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima em um milhão o número de suicídios cometidos apenas em 2000. "No correr dos próximos 20 anos, esse índice deve provavelmente crescer até 1,5 milhão", afirma Diego De Leo, presidente da Associação Internacional de Prevenção de Suicídios.

De acordo com a organização, a média anual de suicídios no mundo passou de 10,1 por 100 mil habitantes, em 1950, para 16 casos, em 1995, o que corresponde a um aumento de 60% do índice de pessoas que se matam.

Países do Leste Europeu são os recordistas em média de suicídio. A Lituânia (41,9) lidera a estatística, seguida por Estônia (40,1), Rússia (37,6), Letônia (33,9) e Hungria (32,9). Guatemala, Filipinas e Albânia são os países com a menor taxa, variando entre 0,5 e 2 a cada 100 mil. O Brasil registra um índice de 5,6 e a Alemanha de 11,7.

Em números absolutos, porém, a China lidera as estatísticas. Foram 195 mil suicídios no ano 2000. Entre os métodos mais usados estão overdose de medicamentos e corte de pulsos, sendo o enforcamento a tentativa de suicídio que leva mais freqüentemente à morte. Nos EUA, no entanto, 60% das pessoas que se matam usam arma de fogo. Estima-se que por cada suicídio consumado, há 20 tentativas frustradas.

Causas – Os índices de suicídio são maiores nos países industrializados. Em comunidades fechadas a influências externas ou em países que respeitam normas de comportamento mais rígidas, como as nações islâmicas, o índice é significativamente baixo.

"O suicídio não é apenas um fenômeno de cidades grandes anônimas", afirma Ulrike Haase, psicóloga do Serviço Alemão de Ajuda em Situações de Crise. A insegurança e a instabilidade econômica são fatores que contribuem para aumentar o número de pessoas que se matam.

Pessoas com doenças mentais estão entre os grupos de risco. Entre depressivos, estima-se que o risco é 15% maior do que entre o resto da população; entre esquizofrênicos, 13% maior; e entre alcoólatras, a probabilidade cresce 3%. A Organização Mundial de Saúde (OMS) acredita que 400 milhões de doentes mentais em todo o mundo estão predispostos a se matarem.

Alemanha & Brasil - Na Alemanha, 10% da população apresenta sinais de depressão, enquanto o índice registrado no Brasil é 7%. Mas no Brasil, 70% dos suicídios ocorrem em decorrência de uma fase depressiva. Pessoas mais velhas se suicidam mais que jovens e o consumo exagerado de álcool aumenta significativamente o risco de suicídio.

Juventude - Na Alemanha, 40 jovens tentam se matar por dia, mas apenas três deles morrem realmente. De acordo com uma pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Gewis, 4% dos jovens alemães já pensaram em se matar.

Considerando-se apenas a população jovem, o suicídio é, em países como a Dinamarca, Suíça, Alemanha e França, a causa mortis número um ou situa-se nas estatísticas pouco abaixo dos acidentes de trânsito. Contudo, o país que registra a maior taxa de mortes por suicidas jovens no mundo é a Nova Zelândia.

Homens & mulheres - Em todo o mundo, o índice de suicídios é mais alto entre os homens do que entre as mulheres. A região rural da China é a única exceção. Na Alemanha, os homens se matam até três vezes mais do que as mulheres, embora o índice de tentativas de suicídio mal sucedidas seja mais alto entre a população do sexo feminino.

No Brasil, de cada 100 mil habitantes, mataram-se 9,3 homens contra apenas 2,3 mulheres (dados de 1995). Na Alemanha, foram 18,3 homens e 5,8 mulheres, pelas estatísticas de 1997. Tentativas de suicídios realizadas por homens são quase sempre mais graves, mais brutais e levam à morte com maior freqüência do que as executadas pelas mulheres.