Leste alemão ameaçado de perder verbas da UE | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 14.02.2004
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Economia

Leste alemão ameaçado de perder verbas da UE

Comissária ameaça cortar verbas européias para o leste alemão a partir de 2007. Berlim prevê animosidade com Bruxelas.

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Comissária de orçamento da UE compra briga com Berlim

O ministro alemão das Finanças, Hans Eichel (SPD), anunciou "negociações duríssimas" com a União Européia, reagindo assim à reiterada pressão de Bruxelas para que Berlim eleve sua contribuição à comunidade. "A Comissão não pode, por um lado, nos obrigar a economizar e, ao mesmo tempo, exigir contribuições adicionais de bilhões de euros. Simplesmente não vamos cooperar." - declarou Eichel ao Welt am Sonntag.

Anteriormente, a comissária européia Michaele Schreyer ameaçara suspender os subsídios da UE para a região da antiga Alemanha Oriental a partir de 2007, caso o governo em Berlim continue se recusando a liberar mais verbas para o orçamento da comunidade. Neste caso, não haveria mais dinheiro suficiente para a recuperação infraestrutural do Leste alemão, declarou Schreyer ao Financial Times Deutschland.

Verbas reinjetadas

Eichel reagiu às ameaças de Bruxelas, lembrando que a Alemanha paga 22 bilhões de euros ao ano à comunidade. "Se mantivermos o limite máximo de 1% do PIB, conforme propusemos, a contribuição alemã vai aumentar para 33 bilhões de euros ao ano até 2013." Aproximadamente a metade do que Berlim paga aos cofres da UE é reinjetada na Alemanha.

Como a UE vai ter que concentrar grande parte de seu orçamento nos novos países-membros do Leste Europeu, a partir deste ano, a cota dos recursos a serem readquiridos pela Alemanha tende a diminuir. Os governadores do Leste alemão advertiram contra cortes nas subvenções européias, lembrando que isso ameaçaria gravemente a economia da região.

Quadro clínico do Leste alemão

Até 2006, os estados correspondentes ao território da antiga Alemanha Oriental são região prioritária de desenvolvimento europeu e recebem o máximo de subvenções. Regiões de prioridade máxima são aquelas com PIB inferior a 75% da média da comunidade. Com o ingresso de dez novos países-membros em maio, o produto interno bruto médio da UE vai cair. Em função desta alteração estatística, o Leste alemão perderia o status de região de prioridade máxima e com isso os recursos do fundo europeu de infraestrutura que lhe cabem. O conflito entre Berlim e Bruxelas poderá se acirrar nesta semana, pois a Comissão Européia apresenta na quarta-feira (18) o planejamento financeiro para o período de 2007 a 2013.

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