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Economia

Leia uma cronologia das denúncias e apurações

Descoberta de uma rede de empresas fantasmas que desviava dinheiro e promovia "viagens de lazer" às custas da Volkswagen já fez rolar várias cabeças.

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Peter Hartz, ex-diretor de Recursos Humanos da Volks, renunciou sob acusações


As denúncias de corrupção na Volkswagen, que vieram a público em meados de 2005, envolvem "viagens de lazer" de executivos e representantes dos trabalhadores às custas da montadora, e desvio de dinheiro por uma rede de empresas fantasmas, atuante em quatro países: Alemanha, Brasil, Índia e República Tcheca.

25/06/06: Publicadas na Alemanha as primeiras notícias sobre pagamentos de suborno na Volkswagen. Os principais acusados são o ex-diretor de Recursos Humanos da Skoda (subsidiária tcheca da Volks), Helmuth Schuster, e o executivo Klaus Joachim Gebauer, ambos demitidos em meados de junho. Gebauer era subordinado ao ex-diretor de Recursos Humanos da Volks, Peter Hartz.

28/06/05: A montadora pede à Promotoria Pública de Braunschweig a abertura de inquérito contra Schuster e Gebauer.

30/06/05: O presidente do Conselho de Empresa da Volkswagen, Klaus Volkert, renuncia. A imprensa alemã menciona o possível envolvimento do diretor de Recursos Humanos, Peter Hartz, no caso.

01/07/05: A Volkswagen encarrega a empresa de auditoria KPMG de fazer uma apuração interna das denúncias.

04/07/05: A Promotoria Pública de Braunschweig informa que uma "rede de empresas" fictícias pode estar envolvida no desvio de dinheiro da montadora. O noticiário menciona o envolvimento da brasileira Adriana Barros no caso.

08/07/05: Peter Hartz – um dos mentores da reforma do mercado de trabalho implementada pelo governo de Gerhard Schröder – oferece sua renúncia ao cargo de diretor de Recursos Humanos da Volkswagen, acusado de haver liberado um orçamento para o Conselho de Empresa. O conselho fiscal aceita a renúncia de Hartz em 5 de agosto.

28/07/05: A Volkswagen registra queixa contra integrantes do conselho de fábrica para viabilizar a abertura de um inquérito judicial.

12/08/05: A polícia da Índia prende um ex-consultor da Volks acusado de envolvimento num desvio de dois milhões de euros (destinados à construção de uma nova fábrica), tramado por Schuster.

03/09/05: Gebauer nega sua participação no escândalo. Seu advogado, Wolfgang Kubicki, diz que ele fez o pagamento das diárias aos executivos e sindicalistas por ordem de Hartz.

28/09/05: Em depoimento à Justiça alemã, Peter Hartz admite que não houve controle suficiente sobre o dinheiro destinado ao Conselho de Empresa.

04/10/05: A Justiça indiana pede a prisão preventiva de Helmuth Schuster, que teria desviado dois milhões de euros em recursos públicos destinados à construção da fábrica da Volks em Hyderabad (sul da Índia).

07/10/05: A Promotoria Pública de Braunschweig vê indícios suficientes para abrir processo contra Peter Hartz por desvio de dinheiro da montadora.

18/10/05: O escândalo da Volks estende-se à Audi. A Justiça levanta suspeitas contra Xaver Maier, do Conselho de Empresa da Audi, e Bernd Sudolt, ex-integrante do Conselho de Empresa da Volks e atual gerente do clube de futebol VfL Wolfsburg, da Bundesliga.

20/10/05: Gebauer diz ao jornal alemão Die Welt que o esquema de corrupção da matriz em Wolfsburg valia também para a Volkswagen do Brasil. Ele cita os nomes do sindicalista Mário Barbosa e do ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e da CUT, Luiz Marinho, atual ministro do Trabalho e Emprego no governo Lula.

11/11/05: O escândalo causou prejuízos de, no mínimo, cinco milhões de euros à Volkswagen, concluiu a KPMG em relatório avaliado pelo conselho fiscal da montadora. Presidente da Volks, Bernd Pischetsrieder, anunciou como conseqüência da auditoria interna a criação de um sistema de ombudsmann na empresa. A pedido da Volks, as denúncias continuam sendo investigadas pela Justiça. O sucessor de Peter Hartz para a Diretoria de Recursos Humanos será Horst Neumann, diretor de RH da Audi. Ele assumirá o cargo em 1º de dezembro próximo.

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