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Mundo

Lavrov diz que diferenças entre Rússia e EUA sobre Ucrânia permanecem

Após conversa com Kerry em Londres sobre crise na Crimeia, chanceler russo afirma que não há "visão comum" entre as duas partes. Secretário de Estado americano ameaça Moscou com mais retaliações.

Depois de horas de conversa em Londres com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, o chanceler da Rússia, Serguei Lavrov, disse nesta sexta-feira (14/03) que não há uma "visão comum" entre Moscou e Washington sobre a situação na Ucrânia.

"Nós não temos uma visão comum da situação. As diferenças permanecem", afirmou Lavrov, que fez questão de deixar claro que a Rússia não tem "nenhuma intenção" de invadir a Ucrânia.

Kerry, por sua vez, reiterou que os EUA e a comunidade internacional não reconhecerão o resultado do referendo na Crimeia. E, embora sem entrar em detalhes, ameaçou Moscou com retaliações ainda maiores caso as tensões aumentem.

"Se a Rússia estabelecer fatos que aumentem as tensões ou ameacem o povo ucraniano, então obviamente isso vai requerer uma resposta ainda maior e terá custos", afirmou o chefe da diplomacia americana.

O russo e o americano se encontraram para discutir a crise ucraniana e a tensão em torno do referendo de domingo que decidirá o futuro do território autônomo da Crimeia. Segundo Lavror, a Rússia “respeitará a vontade” do povo da Crimeia.

Ao ser recebido por Kerry na residência do embaixador americano na capital britânica, onde ocorreu a reunião, Lavrov disse que a situação era difícil. "Muito já aconteceu e muito tempo já foi perdido, então agora nós temos de ver o que pode ser feito", disse o chanceler.

Kerry afirmou que esperava encontrar possibilidades comuns para que ambos os países pudessem seguir em frente para resolver suas diferenças. "Obviamente nós temos muito sobre o que conversar", afirmou o americano.

Antes de se encontrarem, Kerry e Lavrov se reuniram separadamente com o chanceler britânico, William Hague. Depois de conversar com ambos, ele disse que seria "incrivelmente difícil" para os dois chegarem a um acordo.

A reunião ocorreu enquanto diplomatas da União Europeia (UE) preparavam sanções contra a Rússia por seu papel na escalada da crise na Ucrânia. Se no referendo de domingo for decidida a separação da Crimeia, o bloco europeu pretende aplicar as sanções já na segunda-feira.

RM/ap/afp/dpa

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