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Alemanha

Largada para a corrida presidencial

Presidente alemão, Johannes Rau, dá sinal de largada para a disputa pela sua sucessão, anunciando de surpresa que não se candidatará a um segundo mandato.

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Johannes Rau dá adeus à Presidência

Com o seu anúncio surpreendente, no churrasco que ofereceu a jornalistas no castelo Bellevue, em Berlim, o chefe de Estado alemão, Johannes Rau, de 72 anos, encerrou as especulações de meses de que não se candidataria para mais um mandato de cinco anos na eleição indireta de 23 de maio de 2004.

O social-democrata respeitado por políticos de todos os partidos alegou desejar uma nova fase político-profissional, para poder escrever mais, refletir e entabular conversações sobre temas políticos, sem ter de seguir uma agenda rigorosa e sem o ritual que o cargo de presidente exige. Rau deixou o cargo de governador da Renânia do Norte Westfalia, em 1999, e assumiu a Presidência, então em Bonn.

Fiel da balança - A velha raposa política negou que a correlação de forças no colégio eleitoral tenha sido o verdadeiro motivo pela sua renúncia à disputa por um novo mandato. O seu Partido Social Democrata (SPD) não dispõe de votos suficientes para garantir a eleição de um candidato próprio. As duas legendas irmãs democrata-cristãs (CDU e CSU) também não. Portanto, tanto o governo quanto a maior força de oposição precisam de votos do Partido Liberal (FDP) para eleger seu respectivo candidato.

CDU e CSU constituem a maior força no colégio eleitoral, com 530 do total de 1206 membros. Os demais são 471 do SPD, 88 do Partido Verde e 33 do Partido do Socialismo Democrático (PDS). Os liberais tendem mais para o lado dos democrata-cristãos, com os quais formaram a coalizão de governo chefiada por Helmut Kohl até 1998.

Consciente do papel de fiel da balança, o presidente dos liberais, deputado Guido Westerwelle, anunciou, nesta sexta-feira (5) conversações com todos os partidos, sem se fixar em qualquer dos vários candidatos em potencial. A questão agora, segundo ele, é encontrar uma personalidade que possa unir todos os cidadãos. CDU e CSU querem escolher o seu candidato até o fim de 2003 ou início de 2004, no mais tardar.

Jutta Limbach

Jutta Limbach

Preferência feminina - O SPD anunciou preferência por uma mulher para a sucessão de Rau e o nome mais cotado no momento é do ex-presidenta do Tribunal Federal Constitucional, Jutta Lembach. O secretário-geral do partido, Olaf Scholz, argumentou que depois de tantos homens na Presidência, é tempo de a Alemanha ter uma mulher no cargo e que todos os partidos têm candidatas que preenchem os requisitos. Para ele seria um vexame se os partidos fracassarem novamente nessa tarefa, pois até as monarquias na Europa têm mulheres no alto posto de chefe de Estado e só a Alemanha não.

A ministra da Família, Renate Schmidt, rejeitou uma candidatura própria. A social-democrata da Baviera alegou que gostaria de continuar no seu "bom emprego", que seria bom encontrar "uma pessoa tão soberana quanto Johannes Rau e, de preferência, que seja mulher".

O Partido Verde vai deliberar primeiro com o parceiro de coalizão SPD, antes de indicar um nome para disputar a Presidência, conforme anunciou a ministra da Agricultura e Defesa do Consumidor, Renate Künast.

Candidatos a granel - Os candidatos em potencial de ambos os sexos são muitos, tanto nas fileiras governistas quanto na oposicionista. O governador da Turíngia, Dieter Althaus, aconselhou às legendas gêmeas CDU e CSU uma discussão tranqüila e, pessoalmente, apontou o seu antecessor Bernhard Vögel (CDU) como candidato ideal, pessoal e humanamente. Mas o governador da Baviera, Edmundo Stoiber (CSU), também preencheria os requisitos, segundo ele. O próprio Stoiber descartou, todavia, sua candidatura, depois que o presidente Rau jogou a toalha.

Uma discussão sobre a presidenta da CDU, Angela Merkel, seria uma digressão, porque a política da ex-República Democratática Alemã não estaria à disposição como candidata.