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Alemanha

Lagerfeld: uma dieta para agradar a si mesmo

Em livro escrito em co-autoria com seu médico francês, o estilista alemão Karl Lagerfeld revela como conseguiu retornar ao figurino de seus 18 anos e revela-se feliz com o resultado.

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Voltar aos 60 anos à figura que se tinha aos 18 é em geral um desejo irrealizável para muitas pessoas. Mas não para o estilista e fotógrafo Karl Lagerfeld, 64 anos. Com a ajuda de uma dieta à base de proteínas e legumes, ele conseguiu em apenas 13 meses emagrecer 42 quilos e voltar ao peso ideal e tamanho de manequim que tinha aos 18 anos: 60 quilos (para seus 180 cm de altura) e tamanho 31, o menor existente na confecção de roupas prontas masculinas.

O resultado espetacular da dieta, segundo ele mesmo, deve-se à sua motivação: "Livrar-se de uma pessoa da qual não gostava mais e com a qual não queria mais conviver".

Dieta dos 3 D

O "novo" Lagerfeld conta sua experiência no livro A Dieta dos 3 D (de designer, doutor e dieta), escrito em co-autoria com seu médico, o Dr. Jean-Claude Houdret, especialista em medicina natural e homeopatia, professor da Universidade de Paris e autor de vários livros.

O livro, que na França atingiu em questão de poucos meses a quarta edição, foi lançado na Alemanha pela Editora Steildl, de Göttingen. Lagerfeld relata como paciente as transformações que a dieta causou em seu físico e em sua personalidade; Houdret explica o tratamento e dá conselhos.

Motivação

Lagerfeld faz questão de acentuar que não iniciou a dieta por motivo de saúde. Não era obeso e nem estava doente, diz. Mas queria poder usar uma moda que melhor combinasse com sua personalidade, "com a visão que tinha de mim". Em sua opinião, só se deve iniciar uma dieta para "agradar a si mesmo" e não a uma outra pessoa. Somente com essa motivação, pode-se conseguir um bom resultado. Sob essa motivação, uma dieta pode também produzir mudanças na imagem e ajudar a descobrir ou definir a própria personalidade.

Karl Lagerfeld

O estilista em foto de 1985

Em seu caso, parece ser o segredo do espetacular resultado. Conta que mudou completamente de estilo e modo de vida: abdicou da cor preta e das roupas japonesas ("um disfarce"), agora só compra roupa feita e de que gosta, vendeu sua coleção de móveis antigos do século 18 ("não queria ser curador do meu passado") e desfez-se de tudo que era associado à sua velha imagem. Inclusive do leque eternamente à mão, que o acompanhava em toda parte.

As ilustrações do livro revelam às vezes com humor essas transformações. Num dos desenhos de autoria de Lagerfeld, vê-se a nova fina e elegante silhueta do estilista retrucar para a velha: "Já era tempo, meu velho!".

Segundo ele, muitas pessoas desconfiam de que ele tenha feito plástica para esticar a pele, mas ele afirma que não. Sua boa aparência, apesar do rápido emagrecimento, seria resultado de um tratamento especial receitado por seu médico a partir do quinto mês da dieta. E somente à base de novos cremes e tonificantes, revela.

Lagerfeld afirma que se sente bem com o peso ideal adquirido com a dieta. Para mantê-lo, continua com o mesmo ritmo alimentar (café da manhã às oito horas, almoço às 13 e jantar às 20 horas, nunca lancha). Dorme agora melhor do que antes da dieta e, conseqüentemente, se sente mais relaxado e criativo. "Chega um momento na vida em que a gente tem de se despedir da imagem dominante de beleza e juventude e substituir a mesma por estilo e elegância; [...] na idade, a gente deve preocupar-se mais com a aparência uma vez vestido, do que despido."

"Dieta milagrosa não existe", adverte. Em sua opinião, o bom resultado de toda dieta depende muito da disciplina do paciente, mas principalmente de três fatores essenciais: vontade, força de decisão e necessidade.

Obesidade

Diche Frau mit Kaffee und Kuchen

Com números alarmantes, o Dr. Houdret adverte para o problema da obesidade da população em muitos países, principalmente no mundo ocidental. Segundo ele, da mesma maneira como a fome era antigamente um problema da humanidade, hoje em dia é a supernutrição ("o açúcar é o novo ópio dos povos"). Cinqüenta por cento da população dos Estados Unidos, por exemplo, sofre de excesso de peso, e a obesidade virou um problema grave de saúde pública também em vários países industrializados da Europa. Segundo o Dr. Houdret, direta ou indiretamente, a obesidade tende a ser a causa principal de morte no mundo ocidental nos próximos séculos.

Nos Estados Unidos, uma em cada seis pessoas do sexo masculino é obesa (uma em cada quatro do sexo feminino); no norte da Europa, uma em cada dez do sexo masculino e uma em cada seis do sexo feminino. Essa porcentagem aumenta no sul da Europa, onde uma em cada seis pessoas do sexo masculino e uma em cada três do sexo feminino é obesa. Houdret adverte que, além das doenças orgânicas, essas pessoas correm igualmente o risco de adquirir doenças psíquicas, sofrer de complexos e depressão, com conseqüências sociais graves.

Sem deixar de considerar o fator genético, o médico alerta o leitor principalmente para os hábitos alimentares de hoje. Uma criança que é alimentada excessivamente tem tendência de ser um adulto obeso.

Alimentação

O ponto central de toda dieta, ensina Houdret, é a reeducação alimentar: diminuição do consumo de calorias e renúncia completa à carne vermelha. Seus pacientes recebem doses de proteínas (em saquinhos) e são estimulados a comer tudo que vem do mar. Mas sobretudo eles são orientados a "comer menos". Nesse sentido, recebem uma tabela com a indicação dos alimentos permitidos e proibidos.

Na dieta, o paciente deve principalmente reaprender as regras óbvias de uma alimentação saudável: tempo para comer; não pular uma refeição; mastigar conscientemente; não ver televisão ou ler durante uma refeição; não comer fora das refeições; abdicar de presuntos e carnes gordas; renunciar às bebidas alcoólicas (é permitido um copo de vinho por refeição); beber litros e litros de água da torneira ou mineral sem gás; substituir o açúcar por adoçante e preferencialmente cozinhar os alimentos no vapor.

Lagerfeld diz que fez tudo isso. E está feliz com o resultado.