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Mundo

Lagerfeld é suspeito de sonegar imposto na França

Designer chefe da Chanel teria deixado de declarar 20 milhões de euros ao fisco, segundo revista "L Express". Investigação mira livraria em Paris, supostamente usada para ocultar rendimentos do estilista como fotógrafo.

O estilista alemão Karl Lagerfeld, designer chefe da grife Chanel, é suspeito de ter escondido das autoridades fiscais francesas mais de 20 milhões de euros, usando transações complexas entre uma série de empresas, segundo a atual edição da revista semanal francesa L'Express.

As autoridades francesas se recusaram a comentar, citando o sigilo dos assuntos fiscais. Caroline Lebar, porta-voz do estilista, disse nesta quinta-feira (07/01) que Lagerfeld não tem intenção de burlar a lei e que ele confia em seus consultores financeiros para gerenciar a situação com as autoridades fiscais.

O fisco francês suspeita, segundo a revista, que "num período de seis anos, o homem com os sempre presentes óculos escuros tenha deixado de declarar 20 milhões de euros" na França.

Uma investigação tem como foco a livraria 7L em Paris, que Lagerfeld fundou em 1999. De acordo com a L'Express, a livraria abriga um estúdio de fotografia que é de propriedade de uma empresa sediada no Reino Unido, a qual gere a receita dos trabalhos que Lagerfeld realiza como fotógrafo. A livraria é deficitária, e, por isso, não paga impostos.

A revista afirma que as autoridades francesas suspeitam que operações no exterior permitam uma "ocultação de atividade profissional não declarada" de Lagerfeld como fotógrafo.

As autoridades francesas também estão interessadas nas atividades de duas empresas de investimento imobiliário e num ajuste fiscal concedido a Lagerfeld na década de 90. O caso não envolve a Chanel, da qual o estilista é designer chefe desde os anos 80.

MD/afp/ap

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