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Alemanha

Laboratório do futuro em formato de chip

O Instituto Fraunhofer desenvolveu juntamente com as firmas Siemens e Infineon um biochip que permitirá análises e diagnósticos mais rápidos e com menos custos. Invenção recebeu Prêmio Alemão do Futuro.

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Presidente Horst Köhler (dir.) entrega o prêmio aos cientistas

O novo chip desenvolvido por uma equipe de cientistas do Instituto Fraunhofer possui biomoléculas que funcionam como "captores" para as moléculas de uma solução, encaixando-se nelas como uma chave na fechadura. Este sistema sensor extremamente sensível pode ser empregado, por exemplo, para reconhecer componentes de ADN ou proteínas num exame de sangue.

O "chip-laboratório" possibilita produzir aparelhos de análise do tamanho de um cartão de banco. Seu campo de aplicações iria desde a detecção de venenos e análise de alimentos ao diagnóstico de doenças como a Sars. A tecnologia dos "biochips" não é novidade. Porém os resultados são normalmente lidos através de raios luminosos ou outras características fisico-óticas, num processo tecnicamente complexo e dispendioso.

O processo desenvolvido no Instituto Fraunhofer de Tecnologia de Silício, ao contrário, baseia-se na transmissão direta de sinais elétricos. Tão logo a "molécula captora" encontra sua contraparte, ela emite um impulso, que é imediatamente registrado pelos circuitos eletrônicos de medição. As firmas Siemens e Infineon apóiam o Instituto Fraunhofer no desenvolvimento do novo "chip-laboratório".

Invenção de futuro

Os pesquisadores responsáveis pela nova técnica receberam nesta quinta-feira (11/11) o Prêmio Alemão do Futuro 2004, no valor de 250 mil euros. Criado em 1997, este se dirige a inovações no campo da tecnologia, engenharia e ciência. Entre os critérios de premiação está o potencial de mercado e a capacidade de gerar novos empregos.

Após a escolha por um júri, o prêmio é tradicionalmente entregue pelo presidente alemão. Para o atual chefe de governo, Horst Köhler, o Prêmio do Futuro deste ano demonstrou que "a Alemanha é capaz". A premiação seria uma prova de que "os alemães não só têm idéias, como são capazes de realizá-las".

No ano passado, o grupo químico Merck recebeu a distinção, por desenvolver um novo tipo de cristal líquido, especialmente apropriado para monitores LCD.

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