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Mundo

Líderes políticos iniciam diálogo rumo à reunificação do Chipre

Após mais de duas décadas, os governos das partes grega e turca do Chipre retomam o processo de negociações, que poderá terminar com a reunificação da ilha, dividida desde a ocupação turca em 1974.

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Presidente greco-cipriota Glafkos Klerides (esquerda ) cumprimenta líder turco-cipriota Rauf Denktash (direita)

Começou nesta quarta-feira (16) a "última partida" entre os dinossauros da política do Chipre. O presidente greco-cipriota Glafkos Klerides e o líder turco Rauf Denktasch iniciaram uma maratona de negociações, vista como a última chance de reunificar o único país ainda dividido da Europa, solucionando um conflito que já se arrasta por mais de 40 anos.

O encontro aconteceu no aeroporto de Nicósia, em uma área de segurança controlada pelas Nações Unidas. Klerides e Denktasch anunciaram que pretendem se reunir a partir de agora três vezes por semana, com o objetivo de solucionar o mais rápido possível a questão da divisão do país.

Os dois "galos de briga" são velhos conhecidos e aparentemente pretendem usar da sapiência da idade (Klerides, 82 anos, Denktasch, 77) para dar fim às rivalidades entre gregos e turcos na ilha. Se conseguirem, entrarão para os anais da história e serão os responsáveis pelo provável breve ingresso do país na União Européia. Caso Atenas e Ancara reparem mesmo suas arestas, os habitantes de um Chipre reunificado já contam com o sinal aberto da UE, que até então negocia apenas com a parte grega da ilha.

Pelo que parece, a Turquia, que ocupou o norte do Chipre em 1974, fundando a autoproclamada República Turca do Norte do Chipre – até hoje não reconhecida internacionalmente – percebe que não pode por mais muito tempo "fazer uso da violência pura", como anuncia o diário Turkish Daily News, de Ancara. No entanto, o governo do continente pretende manter os habitantes turcos da ilha o mais longe possível de seus vizinhos gregos.

Diplomacia - Também para os greco-cipriotas a reunificação representaria um importante recomeço. "O encontro histórico entre Klerides e Denktasch é decisivo para o futuro de nossa ilha", estampa o diário Phileleftheros na capital Nicósia.

Tanto otimismo, no entanto, vem acompanhado de uma certa dose de ceticismo. "Se os dois políticos encontrarem uma solução, esta será uma obra-prima da diplomacia, que deverá fazer parte dos livros de história do futuro", observa um representante da UE em Atenas.

O cerne da questão que envolve o Chipre está na possibilidade de trilhar um caminho único para dois povos com língua, religião e costumes diferentes, que passaram quase 28 anos divididos por muros e cercas de arame farpado.

Para o ministro turco das Relações Exteriores, Ismail Cem, a retomada das negociações entre Klerides e Denktasch "é a melhor chance dos últimos anos. Os dois líderes precisam desenvolver uma visão única de futuro. Se eles conseguirem isso, vão encontrar uma solução".

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